Um ponto por água abaixo

Foto de Carlos Jorge Monteiro

Os dois treinadores tinham prometido um bom espetáculo. Não conseguiram, mas, não por culpa própria ou por responsabilidade dos jogadores.

O relvado, que tinha sido muito elogiado na semana passada, frente ao Nacional, foi, este sábado, penalizador para o jogo direto de ambas as equipas. Choveu muito em Coimbra, imediatamente antes do início do jogo, e rapidamente se percebeu que ia ser difícil jogar pelo chão. No entanto, Duarte Gomes entendeu que o jogo podia continuar.

Laionel foi a surpresa (bem) guardada por Jorge Costa. Sem o habitual “trinco” Nuno Coelho, o técnico preferiu apostar num jogador rápido para as costas dos dois pivôs do FC Porto. O problema é que o piso não dava para velocidades.

O estado do relvado era propício a lesões e o primeiro a sair foi o “trinco” do FC Porto, Fernando, por troca com Guarin.A Académica, sempre que podia, ia rematando de longe, com Diogo Melo e Sougou a afinar pontaria. Logo aos 10 minutos, Diogo Valente, a passe de Miguel Fidalgo, podia ter feito o 1-0, de cabeça, mas foi o FC Porto que conseguiu marcar.

Como não dava para jogar pelo chão, o golo só podia surgir pelo ar… numa altura em que a Académica até estava sobre o FC Porto. Álvaro Pereira, de lançamento, enviou para um corte defeituoso de Berger e Varela, à meia volta, sem deixar cair, fez um grande golo.

O FC Porto começou melhor a 2.ª parte e, logo aos 48’, podia ter feito o 2-0, com Falcao e Hulk a desperdiçarem.Hulk, aos 65’, teve mais uma oportunidade flagrante, rematou por baixo das pernas de Peiser, mas a bola saiu ao lado.

Uma Briosa ambiciosa

A 20 minutos do final, Jorge Costa mostrou que não estava satisfeito com o resultado e colocou, pela primeira vez, a Académica a jogar com dois pontas-de-lança. Laionel, que estava a jogar nas costas de Miguel Fidalgo, saiu para a entrada de Éder.

Já Villas Boas, no minuto seguinte, fez o inverso, retirando o extremo Varela, para lançar o “central” Otamendi. Aos 73’, penálti assinalado, por mão de Hélder Cabral dentro da área. Duarte Gomes deixou seguir o lance e foi o seu auxiliar que deu a indicação. Mas Moutinho, na cobrança, atirou ao poste.Sobre os 90’, Hugo Morais, de livre, repetiu a proeza do ex-sportinguista e enviou a bola à barra da baliza de Hélton. A bola ainda sobrou para Sougou, mas, sem ângulo, o remate saiu por cima.

No último lance da partida, a Académica beneficiou de um livre a meio-campo e foi toda a equipa para dentro da área… Peiser incluí-do, mas reclamou falta sobre si e ainda viu cartão amarelo.

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