Solução para o IC3 só a primeira

Posted by

A Câmara de Coimbra aprovou ontem por unanimidade uma proposta onde defende a solução 1 como a “que melhor serve os interesses” da cidade no que diz respeito ao IC 3 e com os aditamentos “desde sempre exigidos pela câmara, nomeadamente a necessidade de novos nós na zona norte e sul do concelho, melhoria da ligação à EN 17 com construção de um túnel em Ceira e reformulação da ligação ao IP3”.

Do documento inicialmente entregue pelo vice-presidente João Paulo Barbosa de Melo, e que foi ontem divulgado pelo DIÁRIO AS BEIRAS, acabou por cair o ponto dois que deixava a porta aberta para uma solução 3 mediante a aceitação de algumas condições.

Manteve-se o terceiro ponto da proposta que, com a discussão de quase duas horas, ganhou uma adenda que atira para as Estradas de Portugal o ónus “de avançar com uma solução diferente da que o município de Coimbra entende ser a melhor”. Solução essa que, obrigatoriamente, terá de ser alvo de um estudo de impacte ambiental e consulta pública.

Antes da aprovação final, os vereadores socialistas não pouparam críticas ao “torcer” na cadeira do vice-presidente “para justificar o injustificável”. A possibilidade da autarquia poder aceitar a solução 3 mereceu críticas de dois munícipes presentes na reunião do executivo. Jorge Lapa pediu para a câmara não ceder às pretensões da Estradas de Portugal e da empresa Ascendi. Uma situação que considerou escandalosa, já que “só no nosso país uma empresa vence uma empreitada e depois diz que não a pode cumprir”.

Carlos Encarnação repetiu algumas vezes o texto descrito no ponto um da proposta e que aponta para a defesa da solução 1. Essa solução, designada “travessia do Mondego”, será alvo de obras de grande envergadura, já que prevê a construção de túneis e de novas pontes sobre os rios Mondego, Ceira e Corvo.

2 Comments

  1. Infelizmente a CM Coimbra acaba de hipotecar a execução do IC3 e quem sabe de toda a concessão do Pinhal Interior. Reeinvindicar a manutenção da 1ª solução e ainda exigir mais construção é não perceber o actual estado financeiro do pais. É dar justificação ao governo para definitivamente adiar a construção do Pinhal Interior. Os próximos dias confirmação esta situação. Só o desconhecimento do custo e das afectações que a construção de túneis acarretam podem justificar esta lamentável decisão.

    • A análise do custo benefício da concessão do Pinhal Interior terá sido feita e terá tido em conta a particularidade do atravessamento da freguesia de Ceira por túneis. Foram feitos todos os estudos necessários ao lançamento do concurso e consequente adjudicação. Acontece que quem ganhou, a ASCENDI da Mota Engil, a que fez agravar o défice de 2010, julgo em 550 milhões de euros não previstos e que foi má notícia nas primeiras páginas do SOL e do Correio da Manhã nas edições de 6 de Novembro, mais uma vez contra os portugueses que pagam impostos e não directamente ligados à organização, pretende impor a sua vontade.

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*