Solução 3 com exigências para a passagem do IC 3

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O município de Coimbra deverá hoje aprovar uma proposta formulada pelo vice-presidente João Paulo Barbosa de Melo relativamente à passagem do IC3 na zona de Ceira. No documento, a que o DIÁRIO AS BEIRAS teve acesso, o autarca começa por referir que a solução que melhor serve o concelho, no caso do atravessamento do IC3, era “a proposta que corresponde ao Estudo Prévio de 2007 (solução 1), com os aditamentos desde sempre exigidos pela câmara (nomeadamente a necessidade de novos nós na zona norte e sul do concelho, melhoria da ligação à EN 17 com construção de um túnel em Ceira e reformulação da ligação ao IP3”.

Pelo facto das Estradas de Portugal terem assumido que a solução 1 era “impossível de concretizar, não apenas por motivos ambientais e financeiros mas também por a alternativa com que a ASCENDI venceu o concurso já nem contemplar essa solução, (…) a solução menos danosa para o município é a solução 3”. Mas com exigências, refere João Paulo Barbosa de Melo.

Desde logo, “a justa indemnização de todos os residentes afetados, em especial os mais diretamente surpreendidos pela drástica mudança de cota do projeto de estrada”. Em segundo lugar, a construção da “nova Ponte do Cabouco”. Depois, “o melhoramento da ligação entre a EM 568 e a EN 17” e o alargamento “da passagem inferior sobre a Metro Mondego junto à Portela bem como o melhoramento da EN 110 até à rotunda da Portela”. Por último, a autarquia conimbricense quer a garantia “da entrada em funcionamento, concomitante com o IC 3, da variante entre o futuro nó “de Lagoas” e a Ponte Velha (substituindo a EN 17 e retirando trânsito da EN 17 em Ceira)” e ainda “o alargamento da Ponte da Portela para quatro faixas”.

João Paulo Barbosa de Melo refere na proposta que sendo a Estradas de Portugal a dona da obra “deverá ser esta entidade a arcar com o ónus de avançar com uma solução diferente da que o município de Coimbra entende ser a melhor”.

De salientar que, das reunião realizadas desde o início de Setembro, foram introduzidas algumas alterações ao traçado inicialmente proposto. Os nós de Almalaguês e de Brasfemes e a deslocação do Nó de Ceira mais para norte foram algumas das propostas já acolhidas pelas Estradas de Portugal e empresa vencedora do concurso da subconcessão do Pinhal Interior.

As mudanças introduzidas vão obrigar à realização de um novo processo de Avaliação de Impacte Ambiental e nova consulta pública. Obras, em caso de acordo, só no último trimestre de 2011.

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