Sindicatos de Castelo Branco falam em adesão superior a 50%

A União dos Sindicatos de Castelo Branco (CGTP) avança com uma adesão à greve geral superior a 50 por cento durante a madrugada e as primeiras horas da manhã de hoje (24).

Os sindicalistas falam de uma adesão de 100 por cento na recolha de lixo em Castelo Branco e de 74,4 por cento no setor da limpeza da mesma autarquia.

Na saúde verificou-se uma adesão de 90 por cento entre os enfermeiros do Hospital Amato Lusitano, de Castelo Branco. Neste hospital houve ainda uma adesão de 71 por cento entre o pessoal auxiliar e administrativo. No Hospital da Cova da Beira, na Covilhã, a greve mobilizou neste período 76,6 por cento do pessoal auxiliar.

O setor privado também é atingido, com a fábrica da Danone a verificar uma paralisação de 54 por cento e a Dinefer, também na Zona Industrial de Castelo Branco, com 57 por cento. No concelho da Covilhã as empresas têxteis Paulo de Oliveira e Penteadora tiveram níveis de adesão de 70 e 65 por cento respectivamente.

Estes dados são avançados pela União dos Sindicatos de Castelo Branco, que denunciou na véspera da greve geral a destruição das faixas de apelo a esta, colocadas em Castelo Branco e na Covilhã.

A CGTP fala em “vândalos à solta” e diz que estes atos “criminosos e cobardes” não vão impedir a paralisação. A UGT também mobilizou os trabalhadores para a greve, junto de empresas como a Delphi de Castelo Branco ou o ‘call center’ da PT na mesma cidade.

Rogério Bentes, o líder distrital da UGT, considera que “há muitas coisas que não dependem só das empresas e dos setores de actividade” no que toca à melhoria das condições dos trabalhadores, apontando o dedo ao setor financeiro.

“O sector financeiro tem contribuído para esta crise e os trabalhadores são sempre os mesmos a pagar esta factura”, diz o dirigente sindical.

One Comment

  1. José Luis Almeida says:

    Não querendo de maneira nenhuma insurgir-me quanto à greve, gostaria de fazer a seguinte pergunta? Será que a paralisação, tudo indica que seja enorme, terá efeitos práticos nas condições salariais, e não só, dos trabalhadores? Não creio que assim seja! Julgo que será mesmo despropositada!
    Não posso deixar de referir que não me identifico, minimamente, com o partido no poder (muito pelo contrário). Sou, antes de mais, realista! Meus amigos, os nossos governantes já deixaram de ter o “Leme” do País.

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