Reunião com comerciantes da Baixa de Coimbra

O Governo Civil de Coimbra vai promover em novembro uma reunião com comerciantes para debater a segurança na Baixa, onde a Junta de S. Bartolomeu reclama um reforço do patrulhamento policial.

“Esta reunião visa o esclarecimento sobre as políticas e medidas de segurança pública atualmente em vigor em Coimbra e no país”, referiu o Governo Civil em comunicado.

O governador, Henrique Fernandes, promoveu hoje um encontro a Agência de Promoção da Baixa de Coimbra (APBC) e a PSP, devido a queixas dos lojistas da Baixa na sequência de vários assaltos registados na zona.

Os comerciantes criticam a alegada ineficácia das câmaras de vídeo-vigilância ali instaladas em dezembro de 2009.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Junta de S. Bartolomeu, Carlos Clemente, defendeu “um reforço dos efetivos da PSP” e “um maior policiamento de proximidade”, tarefa em que também a Polícia Municipal (PM) “poderia ajudar um bocadinho”.

Realçando que a PM não tem competências na área da segurança, o autarca do PS afirma que “uma conjugação de esforços” com a PSP “teria um maior efeito dissuasor” da criminalidade.

Carlos Clemente, eleito pelo PS, e o seu homólogo da Freguesia de Santa Cruz, António Pinto Santos, da coligação “Por Coimbra” (PSD-CDS-PPM), não foram convocados para a reunião realizada hoje no Governo Civil.

“Na reunião foram analisados os dados da criminalidade, que apontam para uma diminuição de 27 por cento do número de queixas apresentadas” desde 2009, segundo a nota do gabinete de Henrique Fernandes.

Clemente contesta as estatísticas e alerta que “as câmaras de vigilância não resolvem o problema” da insegurança.

“Não sabemos se funcionam bem, pois os assaltos às lojas continuam”, alertou.

Por seu turno, o comerciante Luís Quintans frisou que as câmaras de vigilância (12 ao todo, mais cinco para controlar o tráfego em pontos-chave da zona) não impediram a ocorrência de 20 assaltos desde que foram instaladas.

“Isto foi só para criar um efeito psicológico de segurança, mas não funciona”, corroborou Luís Quintans.

Por outro lado, disse, “ninguém acredita nas estatísticas” que apontam para uma diminuição da criminalidade.

“Foi constatada a necessidade de se reforçar, quer o conhecimento dos dispositivos de segurança pública já existentes, nomeadamente a videovigilância, quer o patrulhamento, assumindo o reforço das medidas de autoproteção e segurança por parte dos comerciantes e residentes da Baixa”, refere o Governo Civil na nota.

Ficou hoje “decidido que, num prazo de 15 dias, a APBC concluirá a sua auscultação junto dos agentes e entidades fornecedoras de serviços de segurança, após o que se confrontará” em novo encontro “o resultado do trabalho com as políticas e práticas de segurança pública”

“Seguir-se-á uma sessão de informação alargada a todos os comerciantes da Baixa a marcar naquela zona da cidade”, anuncia a nota.

O presidente da APBC, Armindo Gaspar, escusou-se a fazer quaisquer declarações sobre este assunto, alegando que tal ficou acordado na reunião de hoje “após consenso” em torno do comunicado.

Idêntica posição foi transmitida à Lusa pelo serviço de assessoria do Governo Civil.

One Comment

  1. Nuno Filipe says:

    A vídeo vigilância pouco veio adiantar. É mais para "inglês ver".
    Patrulhamento policial e mais segurança exige-se para a zona da baixa e outros locais de Coimbra.

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