Proximidade é mesmo trunfo

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Referência na produção de equipamentos eletrónicos em regime outsourcing, a LT Electronic conquistou o mercado através da resposta “eficaz” às solicitações dos clientes que, por questões estratégicas, não estão interessados em efetuar produção interna. Segundo Pedro Leite, direto comercial da LT Electronic, os clientes optam por uma “boa solução técnica, mas também com vantagens interessantes” do ponto de vista económico.

Assim, nas instalações no Parque Industrial de Taveiro, em Coimbra, são realizadas três atividades: a montagem eletromecânica do equipamento e validação; a cablagem e as placas eletrónicas. O raio de ação é abrangente – o telefone sem fios que tem em casa, por exemplo, pode ter “mão” da LT Electronic –, tendo como condição, explica Pedro Leite, “quantidades pequenas e médias, e de acordo com alguma personalização do mercado”.

Na prática, a empresa garante condições, na Europa, para o fabrico de determinados equipamentos sem necessidade de recorrer à Ásia. A flexibilidade, a logística associada a cada operação e o sistema “just in time” permite à LT Electronic “uma reação rápida” às solicitações dos clientes e com “custos comparativos interessantes em relação a alguns países”.

Porém, é através da integração de atividades que se estabelece a diferença. “Os nossos clientes sabem que não têm necessidade de bater a três ou quatro portas para obterem uma solução do ponto de vista produtivo”, afirma Pedro Leite. A proximidade completa “o segredo do negócio”, pois “a concorrência com melhor preço”, mas que está mais afastada, não consegue responder aos argumentos da LT Electronic em capítulos fundamentais como o prazo de entrega, a flexibilidade e, claro, a proximidade”.

Competir com os “preços asiáticos”, considera o diretor comercial, “não fazia sentido”, pelo que tentamos perceber quais as características que, na Europa, permitiriam à LT Electronic ter sucesso. “Se estivermos a falar de um país mais distante, é complicado responder às solicitações. Temos vários casos em que foi possível integrar as várias atividades, mas sempre numa distância máxima de dois mil quilómetros”, referiu.

Após o fim do projeto Global Source (a antiga Rflecta) (2005/2006) a LT Electronic “deu seguimento à atividade de outsourcing na área da eletrónica e equipamentos eletrónicos”.

Com 30 colaboradores, a empresa “tem resultados positivos” e está “relativamente folgada”, mas mais do que a margem de lucro “interessante”, afirma Pedro Leite, “o mais importante para nós, é perceber se o mercado já nos conhece e se nós próprios conhecemos o mercado, o que é muitas vezes esquecido”. Semear de uma forma “consistente” – ou seja, ter clientes satisfeitos – é um objetivo fundamental, pois o “bem trabalhar” dá origem a novos contactos e beneficia a imagem.

A certificação de qualidade (ainda este mês) culminará uma fase memorável para a LT Electronic.

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