PJ Coimbra deteve seis pessoas por rapto, tortura e roubo (atualizado)

A Polícia Judiciária de Coimbra deteve seis pessoas presumivelmente envolvidas no rapto, tortura e roubo de um jovem empresário que mantiveram em cativeiro vários dias, revelou a instituição policial.

Os factos remontam a agosto de 2009, tendo a PJ detido primeiro os executantes da ação, com idades entre 27 e 47 anos, que estão em prisão preventiva desde junho passado.

“Os três ‘mandantes’, com idades compreendidas entre os 34 e os 44 anos, foram, entretanto, também detidos”, refere uma nota da Polícia hoje divulgada, indicando que estes suspeitos já foram presentes a um primeiro interrogatório judicial e ficaram também em prisão preventiva.

Ao todo, são cinco homens e uma mulher detidos pela PJ, através da Diretoria do Centro, por “presumível autoria dos crimes de rapto, roubo qualificado e dano qualificado, ocorridos no início do mês de agosto do ano passado”.

Os três homens que executaram o rapto, “com grande violência física e mediante ameaças com armas de fogo, mantiveram a vítima em cativeiro durante vários dias, algemada e de olhos vendados, tendo esta sido agredida e torturada para que revelasse o local onde tinha o dinheiro”, segundo aquele comunicado.

“Ao terceiro dia de cativeiro, a vítima conseguiu convencer os seus raptores de que o dinheiro que procuravam se encontrava guardado num cofre de uma agência bancária, onde, então, foi transportado, sob ameaça de armas de fogo ocultas e usando óculos de lentes opacas para não ver os agressores, local onde denunciou a situação de que estava a ser alvo.

Os três presumíveis executantes dos crimes de rapto, tortura e roubo de um empresário do distrito de Coimbra estão presos desde junho por terem alegadamente participado em assaltos a ourivesarias e centros comerciais da região.

A Polícia Judiciária anunciou hoje a detenção de seis pessoas presumivelmente envolvidas nestes crimes, praticados em agosto de 2009, em Condeixa-a-Nova, Lousã e Coimbra, que mantiveram em cativeiro quatro dias, revelou a instituição policial.

A PJ de Coimbra deteve primeiro os executantes da ação, com idades entre 27 e 47 anos, há cinco meses em prisão preventiva, tendo detido os três “mandantes”, com idades entre 34 e 44 anos, na semana passada.

Os três executantes, dois estrangeiros e um português que residia nos arredores da Lousã, “foram contratados só para isso”, disse esta tarde uma fonte policial à agência Lusa.

A vítima é um empresário de Condeixa, agora com 31 anos, sócio-gerente de uma firma de limpezas de prédios, com sede em Lisboa.

O empresário, quando chegava a casa, foi raptado na sua própria viatura, sob a ameaça de armas de fogo.

Transferido depois para uma carrinha e levado para uma pequena oficina de reparação de automóveis, numa aldeia do concelho da Lousã, aí permaneceu vários dias algemado e com os olhos vendados.

Foi ameaçado e torturado pelos sequestradores, “que lhe exigiam a entrega de milhões de euros” cuja posse lhe era atribuída pelos “mandantes”, segundo a fonte da PJ.

A vítima negou sempre possuir esse dinheiro, mas ao quarto dia de cativeiro, uma segunda-feira, “já em desespero de causa”, acabou por lhes dizer que o tinha, mas “num cofre cedido pelo seu banco”, na Baixa de Coimbra, próximo da Câmara Municipal.

Os três agressores executaram o rapto “com grande violência física e mediante ameaças com armas de fogo, mantiveram a vítima em cativeiro durante vários dias, algemada e de olhos vendados, tendo esta sido agredida e torturada para que revelasse o local onde tinha o dinheiro”, refere a PJ em comunicado.

“A vítima conseguiu convencer os seus raptores de que o dinheiro que procuravam se encontrava guardado num cofre de uma agência bancária, onde, então, foi transportado, sob ameaça de armas de fogo ocultas e usando óculos de lentes opacas para não ver os agressores, local onde denunciou a situação de que estava a ser alvo”, adianta a nota.

Dentro da instituição de crédito, vigiado à distância pelos raptores, o empresário conseguiu então alertar o gerente para a sua condição de sequestrado, o que levou aquele responsável a chamar a PSP.

Ao todo, são cinco homens e uma mulher detidos pela PJ, através da Diretoria do Centro, por “presumível autoria dos crimes de rapto, roubo qualificado e dano qualificado”.

A fonte da PJ disse à Lusa que os três “mandantes” são dois homens e uma mulher, também já detidos.

Um deles, com antecedentes criminais, é oriundo da Margem Sul, na zona de Lisboa, enquanto os outros têm ligações a Águeda e Pombal.

One Comment

  1. o sr patrício says:

    Gostaria de ver a notícia do quanto este senhor que diz que foi raptado é um burlão do pior que existe. Coitadinho dele! Tenho mesmo muita pena!

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