Pedidos de ajuda disparam nas câmaras

Posted by

Maria (nome fictício) dirigiu-se na passada sexta-feira aos serviços de ação social da autarquia conimbricense. Trabalhadora numa empresa de limpeza, onde apenas consegue auferir 100 euros/mês, vive com o marido desempregado – a receber um subsídio mensal de 400 euros – no concelho de Cantanhede. As dívidas, que não param de crescer, motivaram-na a pedir apoio.

Carla (nome fictício) mora em Tábua e tem um filho a estudar na Universidade de Coimbra. O atraso na atribuição da bolsa, por parte dos SASUC, e o facto de estar desempregada há mais de um ano levou-a a viajar até Coimbra e subir ao segundo piso do antigo edifício da PSP (sito na Rua Olímpio Nicolau Rui Fernandes) e deixar o seu pedido de ajuda.

Estas são apenas duas das muitas pessoas que, nos últimos tempos, têm dirigido o seu pedido de apoio aos serviços da Rede Social do município de Coimbra. As técnicas tentam, desde logo, conhecer a história e encaminhá-la para os respetivos serviços. No último mês e meio, grande parte das solicitações foram dirigidas para o Centro de Apoio Social (CAS), na Caritas Diocesana de Coimbra. Um espaço criado através de protocolo entre esta instituição e o município e que “que visa a proteção de indivíduos ou agregados familiares em situação de emergente carência económica”. A funcionar apenas duas manhãs da semana, e desde o início de Outubro, o CAS já está a acompanhar de perto os problemas vividos por 14 famílias.

Oliveira Alves, diretor municipal de Desenvolvimento Humano e Social da Câmara de Coimbra, diz que o número começa a ser preocupante. Ainda mais, como frisa, “quando falamos num espaço temporal de apenas um mês e meio de existência”. Apesar de preocupado, o responsável sente que os próximos meses deverão revelar um aumento de novas solicitações a este centro que tem sede no edifício principal da Caritas Diocesana. Uma das razões do “sucesso” da iniciativa, acredita Oliveira Alves, é que quem se dirige ao CAS tem garantido desde início a sua privacidade, “sem prejuízo da avaliação das suas necessidades”.

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*