Paulo Portas disse que os governos civis não são prioridade para país

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, disse que os governos civis não estão entre as prioridades do país, considerando que nestes organismos “há muita despesa política” e é nesta que é preciso cortar.

“Não acho bem que se reduza a despesa na área social onde ela é importante, nas pensões dos idosos que vão ficar congeladas, no abono de família da classe média, baixa, que vai ser cortado, ou nos apoios às instituições sociais”, afirmou Paulo Portas aos jornalistas, após visitar as instalações da Santa Casa da Misericórdia de Pombal.

O presidente do CDS-PP declarou-se contudo favorável à redução da “despesa que é inútil ou que é mal gerida”.

Por isso, referiu, “é que acho que as empresas públicas têm de ser postas na ordem e, por isso, é que eu acho que os governos civis não estão propriamente entre as primeiras prioridades” do país.

“O que é que um governo civil faz que não possa ser feito por outras autarquias?”, questionou.

Para Paulo Portas, nos governos civis “há muita despesa política e é nessa que é preciso cortar”, exemplificando com os salários dos gestores públicos: “Como é que é admissível que haja empresas públicas onde os administradores ganham uma, duas, três vezes mais do que o Presidente da República num país nestas circunstâncias e em empresas que às vezes estão falidas?”.

O PSD, o CDS-PP e o BE querem acabar com os governos civis na próxima revisão constitucional, enquanto socialistas e comunistas preferem esperar que a regionalização ponha fim a estes organismos, que em 2011 custarão 27,5 milhões.

Para ser aprovada, a revisão da Constituição terá de ser subscrita por, pelo menos, dois terços dos deputados na Assembleia da República e este será um dos assuntos a negociar pelos partidos.

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