O CAPC a descobrir África

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A presença em África e, inversamente, o acolhimento de práticas e artistas africanos em Portugal, é o objetivo fundamental do protocolo de cooperação a firmar entre o Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC) e a Trienal de Luanda, a decorrer na capital de Angola.

Em Luanda, onde hoje mesmo, com Désirée Pedro, apresentará a conferência “África 2002 – 2010”, Carlos Antunes concretizará a assinatura do protocolo com Fernando Alvim, o responsável pela Trienal, que é já uma das iniciativas culturais mais relevantes da arte contemporânea em África.

Ao DIÁRIO AS BEIRAS, Carlos Antunes, presidente da direção do CAPC, explicou a iniciativa. Fernando Alvim – “personagem muito crítica em relação à forma como nós colonizamos, como a Europa coloniza ou continua a tentar colonizar as práticas artísticas e a ação cultural em África” –, é o diretor da Trienal de Luanda e foi-lhe proposto um desafio: “o Círculo [de Artes Plásticas de Coimbra] oferece-se para ser uma plataforma, sem intermediação, da voz de África em Portugal, dos artistas africanos em Portugal”.

Aceite o desafio, esclareceu ainda Carlos Antunes, “ficou combinado que o protocolo a celebrar iria funcionar, igualmente, como plataforma de exportação de artistas e produções do CAPC para África”.

Daqui resulta que, no âmbito da programação a concretizar até 2011, que a nova direção do organismo estipulou e está a desenvolver, “o CAPC irá realizar iniciativas diversas com a Trienal de Luanda, em Angola”.

Para Carlos Antunes, “esta ideia de pontes faz todo o sentido, sobretudo e em particular quando são pontes com África”.

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