Leirisport ameça penhorar passes dos jogadores da U. Leiria

A Leirisport, empresa municipal que gere o Estádio de Leiria, ameaça penhorar os passes de jogadores da União de Leiria e pedir a insolvência da SAD se, num prazo de oito dias, não for paga a fatura de utilização da infraestrutura.

“Desde o início da época desportiva, a UDL, SAD ainda não pagou um avo à Leirisport referente ao contrato” de utilização do estádio, acusa a empresa municipal em comunicado. A dívida ascende a 140 mil euros pela utilização do estádio e cerca de seis mil euros de catering.

O acordo entre as partes prevê que a Leirisport assegure os custos de eletricidade, limpeza, manutenção do relvado, recursos humanos e segurança, despesas necessárias à realização de jogos da Liga de futebol no Estádio Municipal de Leiria.

Mas a empresa afirma estar a suportar todos esses custos desde o início da corrente época, sem que tenha sido ainda ressarcida pela União de Leiria de qualquer verba.

“Não é vocação da Leirisport pagar contas de outrem, nem tão-pouco sustentar empresas ou instituições, públicas ou privadas, ou mesmo de solidariedade social”, sublinha a empresa municipal, que admite estar a ser “fortemente penalizada” na sua tesouraria.

Como consequência do incumprimento do contrato, a Leirisport fixou um prazo de oito dias para a União de Leiria, SAD pagar as faturas em dívida, considerando essa liquidação essencial à salvaguarda da sua própria sustentabilidade.

“A Leirisport não pode ficar com um ónus que acabará por penalizar os funcionários da empresa, os quais, a breve trecho, se verão privados dos seus salários, o que não é justo nem admissível nos tempos dificílimos que enfrentamos”, sublinha a administração da empresa.

Segundo a Leirisport, “caso o referido pagamento não seja efetuado, proceder-se-á à penhora dos passes dos jogadores da UDL, SAD e de eventuais outros ativos e fontes de receita”, ameaça a Leirisport, que, no limite, admite avançar para “o pedido de insolvência da UDL, SAD”.

O presidente da SAD da União de Leiria, João Bartolomeu, recusou comentar a situação.

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