Família de Coimbra surpreendida em casa por cobra de dois metros

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Ratos e ratazanas não são novidade, no quintal e mesmo dentro de casa de Otília Aguiar. Mas, cobras… “Até já tinha visto uma ou duas, mas, há coisa de um mês, foi demais”.

A casa de Otília Aguiar fica na rua Vila Mariana, em Fala, S. Martinho do Bispo. Nas traseiras, existe há anos uma espécie de lixeira, com carros velhos, sucata e materiais de construção sem uso.

Bem à maneira para a rataria. Não admira, pois, que a mulher se tenha habituado a ver roedores e a sentir os seus efeitos. “Entram e saem de casa, não sou senhora de ter janelas abertas, e até já me roeram o tubo da máquina de secar roupa”.

Entretanto, um terreno, perto, foi desmatado para uma urbanização. Foi quando apareceram as cobras. Primeiro, duas pequenas. Depois, uma matulona, de cerca de dois metros. Quem deu por ela foi o filho, de 12 anos.

Telefonou-lhe aflito, mas o bicho escondeu-se. No dia seguinte, o marido, o pai e um vizinho fizeram uma batida e lá deram com o réptil debaixo da casota do cão. Valentes, mataram-na à pedrada. A foto seria, depois, tirada com o telefone, a caminho do contentor do lixo.

A situação tem o seu quê de caricato, mas é grave. É verdade que a lixeira, nas traseiras de casa, já começou a ser limpa, mas os moradores temem que possa haver, ali, problemas sérios de saúde pública.

18 Comments

  1. Matar as cobras foi um erro, porque elas alimentam-se de ratos.

  2. 1º As cobras já lá estavam, e o seu território foi invadido.
    2º As cobras até controlam a população de roedores, controlando a possível propagação de doenças.
    3º Foi quem criou a lixeira naquele local que proporcionou as condições à existência desse tipo de fauna.
    4º Acham que pode haver problemas de saúde pública? Têm bom remédio, ponham mãos à obra e comecem a limpar a lixeira, ou quando foi o “Limpar Portugal” acharam a iniciativa desinteressante e sem sentido?
    5º Em ano mundial da biodiversidade essa linguagem não cai muito bem.

  3. João Santos says:

    “A situação tem o seu quê de caricato, mas é grave.” Grave e caricata é a forma como está escrita esta notícia. Isto não é informação, é uma aberração. Em primeiro lugar, e para evitar ser mal interpretado, devo dizer, desde já, que não estou a defender a existência da lixeira atrás da casa da senhora. Agora, se há ratos e ratazanas, talvez fosse boa ideia não matar as cobras, principalmente cobras-rateiras (que parece ser o animal da fotografia), as quais se alimentam sobretudo de roedores. Creio que o senhor jornalista Paulo Marques deveria ter uma atitude, para além de informativa, mais pedagógica. Deveria ter também conhecimento de conceitos básicos de ecologia, para tentar compreender um pouco das relações que se passam à sua volta. E esta frase “Valentes, mataram-na à pedrada”, sinceramente! O que queria que uma cobra indefesa (só porque tem 2 metros que, segundo parece, impressionam) fizesse perante três pessoas munidas de pedras para a matar? Para terminar, quero apenas dizer: Espero não voltar a ter o desgosto de ler mais notícias como esta. Isto é um atentado.

  4. C. D. Romai says:

    Concordo com o David, mas é muito difícil mudar as ideias de ódio aos répteis da sociedade em geral.

    Quiçá com tempo e trabalho com as crianças e jovens (educação ambiental) as cobras, lagartos, licraços e demais tenham um futuro mais prometedor do actual.

    Cumprimentos desde a Galiza

  5. FRANCISCO SANTOS says:

    Santa Ignorância D. Ana!..
    Vê-se mesmo da sua cultura ambiental. A cobra rateira também não é para estar em casa, é para viver livre onde faz mais falta. Quanto aos "valentões" assemelho-os aos que querem lapidar a iraniana Sakineh Ashtiani. Quanto ao jornalista, acho que deverá ter mais cuidado com as noticias que faz.

    • Sr. Francisco Santos: o sr. é que deve ser um ignorante ambiental…possivelmente faço mais pelo ambiente do que o sr. e, se ninguém se preocupa com a lixeira e com os seus "habitantes", não acha legítimo ter medo dos répteis? pois eu tenho e muito…são criaturas nojentas…será que tenho direito à minha opinião? veja lá…

      • Jael Palhas says:

        Ignorâncias à parte…

        A preocupação "com a lixeira e com os seus habitantes" desde a morte da cobra…
        Embora mal-amada, ela não representava qualquer risco para a saúde pública, enquanto os ratos e ratazanas são vectores de doenças… e certamente aquela cobra devia alimentar-se bem… quantos ratos comeria por dia? multiplique esse valor por todos os dias de actividade que ela teria se não fosse morta e pela capacidade de reprodução dos ratos (que ela já não vai comer) e terá uma noção de quanto o problema se poderá agravar após a morte da cobra… preferências aparte, mas eu cá prefiro, sem dúvida nenhuma, a cobra e acho que esta deveria ser a preferência de todos os que se preocupam com a lixeira e com os seus habitantes!

        Quanto a ter medo de répteis e os achar nogentos… sim.. são opiniões! eu, por exemplo acho que nada é mais nogento que os camiões de recolha do lixo … e nem por isso que defendo a sua destruição!

        não espero que algum dia toda a gente goste de cobras… só espero que mesmo quem não gosta de cobras, tenha consciência da sua importancia e não as mate nem defenda a sua morte.

      • criaturas?
        nojentas?

        bem… gostava de poder olhar a tua cara para ai sim…. ver o que é uma criatura… uma criatura nojenta?

        valentes porque matam uma cobra? sao otarios ignorantes isso sim!

      • Denise cunha says:

        Elas também têm medo de nós, e têm que levar conosco, quer queiram, quer não. o ser humano é que tem vindo a desflorar, destruir tudo, e nem se apercebem, o mal que estão a fazer ao planeta, todos fazemos cá falta, eu morro de medo de aranhas e não as mato, peço a alguém para as por na rua, quando é o caso de as encontrar em casa….

  6. José António says:

    Relativamente a este assunto seria bom saber se a lixeira e a sucata estão autorizadas e licenciadas.
    Na minha opinião devem estar autorizadas, pois nem os moradores nem as entidades fiscalizadoras agiram em tempo útil. No que respeita à licença o assunto já é outro pois trata-se de um documento e esse é provável que não exista.
    Já agora aproveito para perguntar, no caso da lixeira e sucata estarem situadas na Praça 8 de Maio, será que as entidades fiscalizadoras já teriam actuado nessa zona do Concelho?

  7. Gostava de ver a valentia destes Senhores que fizeram estes comentários,caso este
    "bicharoco" entra-se na casa deles,possivelmente pensavam duas vezes antes de a matarem.

  8. Como é na casa dos outros é sem problemas e ainda defem a cobra e a lixeira, mas se fosse na vossa casa e a noticia não fosse capa do jornal seria um escândalo.
    Não acham que esta notícia alerta para os cuidados a ter com o nosso lixo e tambem para ter cuidado com portas e janelas abertas. Imagine-se estar a dormir e acordar de manhã para ir para o trabalho e ter uma cobra na sua casa com 2 metros, apesar de apenas comer ratos acho que o seu coração batia mais forte do que os ratos todos de sua casa.
    Acho correcta a notícia porque não podemos estar só atentos há economia porque a nossa saúde e o bem-estar são o passo aseguir para o nosso sucesso no trabalho e dia-a-dia (imagine o stress e o medo que ficava com a situação).
    Uma boa noite.

  9. Primeiro gostava de dizer que também acho que não deve ser muito agradável ter uma cobra (estranha à família) dentro de casa, e que estas situações devem ser evitadas, mas considero mais grave o facto de andarem ratos por aí do que cobras.

    Acho até que lhe deviam agradecer, pois acredito que tenha feito um bom trabalho ao comer os roedores que, esses sim, destroem as nossas habitações e são um perigo para a saúde pública.

    Na notícia dizem que "os moradores temem que possa haver, ali, problemas sérios de saúde pública"? Deviam ter estado antes, quando andavam roedores a passear, e não agora que andam cobras! Estas não nos fazem mal…

    Toca a banir esses mitos que persistem nessas cabeças, minha gente. Toca a preocupar-nos mais com a nossa saúde e com o nosso ambiente do que com as histórias que se contam às crianças 🙂

  10. Neste caso deberia chamarse a personas experiemtadas en animais,para a captura da cobra e solta-la nun lugar seguro para ela,xa que non representan nengun perigo para os humanos,e teñen todo o dereito a vida,se na casa entrara un can,seguro que non o matarian a pedradas,hipocresia social,o periodista pola sua parte o seu,a buscar morbo e noticia,non axuda nada a sociedade unha noticia asi de ignorante e por ultimo respeto os valentes que mataron a cobra,non teño palabras para calificar o garrulismo a ignorancia e a escoria social que son as persoas que matan animais porque si,falta de sensibilidade e respeto a vida.

  11. Verónica Bogalho says:

    O dever do jornalista ao contar esta história infeliz era informar o público do procedimento correcto e não incentivar, de forma completamente ignorante, comportamentos incorrectos e atitudes negativas perante a natureza baseadas no desconhecimento… O dever do jornalista era informar os seus leitores (e até os protagonistas da história) que se deveria ter contactado o SEPNA (Serviço de Protecção da Natureza) da GNR ou mesmo o ICNB (Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade), que certamente se teriam deslocado até à residência dos senhores e capturado o animal sem o matar, libertando-o de seguida num ambiente mais adequado. Acrescento ainda que em Ano Internacional da Biodiversidade esta notícia se torna ainda mais absurda, incompreensível e chocante…
    Já agora deixo aqui os contactos certos:
    Linha SOS Ambiente: 800 200 520 (gratuita)
    ICNB: 21 350 79 00

  12. Filipe Chichorro says:

    Atentado à saúde pública?! Meu deus, quem matou as cobras é que degradou mais a saúde pública, é tão bom haver por aí cobras rateiras que tratem do cebo aos ratos, esses sim, podem ser considerados uma ameaça à saúde pública. E que não apareçam comentários do tipo "se aparecesse uma em tua casa não falavas tu assim", já que por acaso já apareceu uma em minha casa (não tão grande… mas até era bastante agressiva, já que estava cheiinha de medo) e nós conseguimos metê-la num saco e atirá-la para o mato ao pé de nossa casa.

  13. A notícia explica bem.
    Os ratos é que entravam dentro da casa, mesmo antes de aparecerem as cobras..
    A cobra foi encontrada no exterior, debaixo da casota do cão.

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