Ensino e regeneração são apostas de futuro na Figueira da Foz

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“Arrumar o presente, preparar o futuro”. Foi sob este mote que João Ataíde explicou aos figueirenses, sábado (30), a situação da autarquia, o que foi levado a cabo no primeiro ano de mandato e os projetos para o futuro. A Agenda 21 local, o Plano Estratégico e um PDM de segunda geração são as ferramentas para criar uma “Figueira para o futuro”.

Um concelho multifacetado. A par com o ambiente, a cultura, o turismo ou a segurança, o presidente da câmara pretende criar um concelho de ensino e regenerado. A nível académico, estão em estudo protocolos com algumas instituições de ensino superior. O intuito é que este renasça na cidade, e que se crie uma Academia de Estudos Avançados, que vá ao encontro das necessidades das empresas locais.

Em curso está também a primeira etapa da regeneração urbana, mais propriamente os projetos do Mercado Municipal e da zona envolvente do Forte de Santa Catarina. As obras iniciam-se no início de 2011. Neste capítulo insere-se ainda a dinamização e remodelação do Porto da Figueira, bem como do Parque Industrial.

A criação de novas zonas industriais e a ligação entre o porto e a indústria estão também em cima da mesa. Esta última, através de uma linha ferroviária que está a ser estudada mas que “parece possível” aos olhos do edil, e que trará “uma grande dinâmica ao concelho”, potenciando a veia exportadora das empresas locais.

Plataforma logística está garantida

Nas prateleiras estão ainda projetos como o Parque Desportivo de Buarcos ou a Zona de Apoio Logístico. A propósito desta última, Paz Cardoso relembrou, no período de debate, que “não se pode baixar os braços sobre algo que poderia ser uma âncora” para o concelho.

Não obstante o ramal ferroviário Pampilhosa-Figueira não reabrir, Ataíde afiançou que, a referida plataforma, estará sempre garantida. “Qualquer solução que seja encontrada terá a Figueira como destino”, disse. E está-se a procurar “a solução mais favorável para o desenvolvimento industrial”.

O limite de endividamento da câmara foi o principal problema encontrado pelo atual executivo, lembrou o edil. Reorganizações exigiam-se. Algumas já estão em curso, como a da estratégia turística e da rede viária. Assim como ao nível das obras, onde foi dada prioridade ao ensino, com a requalificação de escolas e a construção do Centro Escolar S. Julião/Tavarede. Mais difícil porém é a reorganização do setor empresarial. O novo modelo para as empresas municipais é apresentado em 2011.

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