Edifício das Urgências e Consultas Externas do Hospital da Figueira abre na próxima semana

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O projeto, já “ensaiado” por várias administrações, está finalmente concretizado. O novo edifício de Consulta Externa e Serviço de Urgência do Hospital Distrital da Figueira da Foz (HDFF) abre as portas na próxima semana. Dia 8 inauguram as consultas externas e, no dia seguinte, as urgências. Ontem, foi dado a conhecer aos jornalistas.

A obra, orçamentada em 3,6 milhões de euros, foi adjudicada à empresa Ramos Catarino e é comparticipada em 1,6 milhões de euros pelo programa comunitário Mais Centro. Ficou concluída em 18 meses. No total, foram investidos cerca de cinco milhões de euros, incluindo equipamento.

Construído defronte para o corpo principal do HDFF e com ligação para este, o edifício tem dois pisos e um parque de estacionamento com 200 lugares. A porta deste será, a partir de dia 8, a entrada principal para todo o hospital. Provisoriamente, a entrada e saída de viaturas é efetuada por um portão situado a oeste, do lado da praia.

Com cerca de 240 utentes diários, era imperativo criar um novo edifício para as Urgências. “A nossa Urgência era subsariana”, afirma José Sousa Alves, presidente do conselho de administração. E o diretor daquele serviço, Abílio Gonçalves, reforça: “nós queremos tratar um doente e não conseguimos”.

Existem agora duas entradas para este serviço (adultos e pediatria) e um espaço interior amplo, com o dobro da área do atual. Ocupa o piso inferior e vai ter uma média diária de 14 médicos, 42 enfermeiros e 19 assistentes operacionais.

Já o piso superior vai passar a receber os cerca de 380 utentes que recorrem diariamente às consultas externas no HDFF. A área, composta por 38 gabinetes, alberga as especialidades de obstetrícia, ginecologia, oftalmologia, ortopedia, cirurgia, otorrinolaringologia, cardiologia e dermatologia. As restantes mantêm-se no atual edifício.

Espaços para concessão

A contribuir para a fluidez do atendimento vão também ser instalados, futuramente, quiosques eletrónicos. O novo edifício vai ainda proporcionar aos utentes serviços de bar, quiosque, cabeleireiro, florista e farmácia, que serão instalados em breve, por regime de concessão.

Com meio século de vida, esta é a primeira obra de fundo levada a cabo no HDFF, cuja zona de influência abrange cerca de 130 mil utentes. “Não é uma obra de fachada”, frisa Sousa Alves. É sim, continua, um investimento “mínimo e sem luxos”, mas que confere dignidade ao hospital.

Quanto ao atual edifício de Urgências, Sousa Alves adiantou que estão a ser feitos estudos para um eventual aproveitamento do espaço para a cirurgia de ambulatório.

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