Dário Acúrcio reivindica Centro Escolar para Bom Sucesso

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Dário Acúrcio

Em Bom Sucesso, prioridade e necessidade são sinónimos, respetivamente, de Centro Escolar e alargamento do cemitério. Futuramente, “a idade não vai perdoar” os edifícios escolares, disse ao DIÁRIO AS BEIRAS o presidente da junta Dário Acúrcio. “E a erosão é um encargo enorme”, lembra. O autarca já pensou na solução. Só falta concretizar. O caminho para a materialização do projeto poderá passar pela venda de duas antigas escolas, em Camarção e Morros.

As associações que atualmente utilizam aqueles espaços “não dão entraves” a esse cenário. Resumindo, a venda dos imóveis seria viável com a condição exclusiva do dinheiro ser aplicado no ensino. Mais propriamente no Centro Escolar, “imprescindível para a preparação dos jovens”, afirma o presidente. E até o transporte das crianças, continua, poderia ser assegurado através de um protocolo com o Centro Social Vela Azul.

Quanto ao local da sua implantação, o plano também já está definido na cabeça do autarca. Aproveitar a Escola Básica de Bom Sucesso e anexar-lhe outros “blocos”, capazes de receber novas salas, refeitório e ginásio, seria uma boa solução. O investimento destinar-se-ia às construções de raiz, uma vez que o estabelecimento de ensino foi alvo de melhorias recentes.

Mais urgente, porém, frisa Dário Acúrcio, é a ampliação do cemitério que tem cerca de 25 espaços livres. A junta aguarda uma inspeção a um terreno situado a nascente, que permita aferir se o solo tem condições para receber o alargamento. Os três proprietários daquele pedaço de terra, com cerca de nove mil metros, já se mostraram disponíveis para os vender, adianta o presidente. Se tal se vier a concretizar, deverá custar cerca de 30 mil euros.

“Puro vandalismo” desmotiva autarca

Entretanto, vários atos de vandalismo têm “invadido” a freguesia de Bom Sucesso. Loiças partidas no cemitério, gasóleo roubado de viaturas, mesas e cadeiras furtadas do armazém da junta, do qual as grades que o cercam foram dobradas e os vidros partidos. “Tira-nos a motivação e a energia”, diz Dário Acúrcio.

À exceção de alguns roubos que o presidente acredita que tenham algum objetivo, “o resto é puro vandalismo”. A junta vai remediando os prejuízos como pode. Mas, “para quem vive com dificuldades, essas insignificâncias passam a ser significantes”, frisa. E lembra: “a curto prazo é cobrado à junta mas acaba por ser cobrado a todos nós”.

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