Crime de Fagilde foi há um ano

Posted by

O relatório médico que avalia a personalidade do jovem David Saldanha como “psicopata” pode condicionar a duração da pena que o Tribunal de Viseu lhe vai aplicar. A apreciação sobre a personalidade do agressor muda radicalmente, de acordo com as perspetivas do advogado de defesa ou de acusação.

Durante o julgamento, o advogado de defesa disse que é necessário avaliar bem “o grau de culpa” do arguido, “que é uma pessoa doente”.

Pelo contrário, o advogado de acusação afirmou que David Saldanha teve uma conduta “desumana e sem piedade”. Uma apreciação reforçada pelo delegado do Ministério Público que considerou o arguido como homem que matou “por motivo torpe ou fútil; só porque a vítima o contrariou e não queria continuar o namoro”. Embora haja coincidência de pontos de vista, a acusação e o Ministério Público pediram penas diferentes, 22 e 17 anos, respetivamente.

Um ano depois

Faz hoje um ano que o crime ocorreu. Na noite de 17 de Novembro de 2009, o casal tentou um reencontro, mas a rapariga acabou por recusar. Foi nessa altura que David a agrediu violentamente com uma marreta, pelos menos duas vezes. Tentando dissimular o crime, já de madrugada, o rapaz, de 22 anos, entrou descalço e em grande alvoroço num café das redondezas da Barragem de Fagilde, Mangualde, a dizer que tinha sido vítima de assalto quando estava com a namorada. Na manhã do dia seguinte, o carro da vítima, Joana Fulgêncio, de 20 anos e estudante do Politécnico de Viseu, foi encontrado capotado na barragem com o corpo no interior. O rapaz não demorou muito a confessar .

O julgamento decorreu debaixo de um clima de tensão, com uma tentativa de agressão da mãe da vítima ao homicida, utilizando um tripé de microfone, enquanto o delegado do Ministério Público fez um reparo aos familiares da falecida por estarem na sala do tribunal “com mensagens escritas em camisolas e pontapeado o carro celular”. A mãe reagiu no momento, tal como outras pessoas, e foram expulsas.

A PSP já havia considerado que este era um julgamento de risco e, por isso, fez um reforço do dispositivo de segurança em várias sessões, o que se repetirá no próximo dia 23 para a leitura do acordão.

2 Comments

  1. david-silvestre says:

    nada na vida dá direito o de tirar a vida a outro ser humano, por mais razões evocadas, o que o meu sinónimo fez não é desculpável deverá de ser condenado, ainda que esteja doente, deverá de ser tratatado e enibido da sua liberdade e pagar á sociedade pelo seu acto errefletido

  2. Haviam de lhe fazer o mesmo,estas pessoas não teem perdão,odeio estes tipos.

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*