Com os mais pequenos nos caminhos do cinema em Coimbra

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Mal a voz clara de António Feio e o traço inconfundível de André Letria enchem a sala e o ecrã, o entusiasmo cresce e faz-se maior, muito maior que a escuridão que reina a um tempo na plateia e no balcão. Foi assim numa destas manhãs, a meio da semana, mas a função a que tem correspondido sempre igual festa repete-se até terça-feira (23) no Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV).

Uma vez mais, numa sessão que começa a transformar-se em “ritual” de iniciação [ou reencontro] com a animação que se faz em Portugal, o Festival Caminhos do Cinema Português oferece aos mais pequenos uma manhã cheia dos bonecos. E estes são os que têm feito a cada vez mais reconhecida e premiada animação nacional, a viver de bons exemplos individuais como o de André Letria ou coletivos como o do Festival de Avanca. Que, recorde-se, produziu recentemente a primeira longa-metragem da animação portuguesa.

E tudo isto é bonito dito assim ou escrito, nos jornais ou revistas da especialidade. Mas, bonito mesmo, é o espetáculo de entusiasmo que se repete diariamente no escuro da sala, a criançada toda de olhos pregados no grande ecrã…

Até terça-feira, dia de encerramento para os XVII Caminhos do Cinema Português, o TAGV ainda vai receber quase um milhar e meio de pequenos cinéfilos para, eles também, ficarem a conhecer o Zé Pimpão [o Acelera, de André Letria], Zé e o Pinguim [de Francisco Lança], o fantástico Mr. Cat [de Maria Estrela Lourenço], Ema e Guy [de Nuno Beato], Um Gato sem nome [de Charlie Blue], Os irmãos Desastre [de Vítor Lopes] e O Relógio de Tomás [de Cláudio Sá]. A estes junta-se o filme “Voa, voa num prédio de Lisboa”, que Joana Toste realizou.

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