Votação do Plano de Saneamento Financeiro da Câmara da Figueira adiada (Atualizada)

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Depois de várias horas de debate em sede de reunião de câmara e de uma pausa de mais de 30 minutos para “assentar ideias”, o executivo decidiu, ontem, adiar a votação do Plano de Saneamento Financeiro (PSF). Face ao teor da discussão, uma vez “que houve contributos extremamente positivos”, afirmou João Ataíde, a câmara prosseguirá os trabalhos no dia 22, “para que os vereadores que compõem o executivo, junto da equipa técnica que elaborou a proposta do PSF, obtenham informações suplementares e possam sugerir pequenos ajustes”, sustentou.

Apesar da oposição estar de acordo quanto à necessidade de um PSF para a autarquia, o desenrolar da sessão foi no sentido de que o documento apresentado não reunia as condições desejadas. A bancada do PSD, na voz de Miguel Almeida, esperava “um documento totalmente diferente” daquele que a câmara herdou do seu executivo antecessor, manifestando ainda desagrado pelo facto do documento já ser dado a conhecer, sem que sejam divulgadas as conclusões da auditoria em decurso às contas da câmara.

Contudo, foi o aumento previsto da receita (11 por cento para 2010/2015), “fundamentado em esperança na qual não acreditamos”, e o problema de não haver, nas palavras do vereador social-democrata, “visão e coragem para se ir mais longe” no que toca à despesa, que levou Miguel Almeida a afirmar que o plano não tinha “a mínima hipótese de ser cumprido”.

No mesmo sentido foi também a intervenção de Vítor Guedes, da Figueira 100%, que frisou que deveriam ter sido apresentadas não só as previsões do executivo, mas também todo o leque de possibilidades existentes. Porque, afirmou, “não é só um empréstimo de 31 milhões, mas um empréstimo que compromete a vigência do executivo e de futuros executivos”. O vereador independente aludiu ainda à falta de fundamentação e precisão em alguns dos dados apresentados. “Se nos quer convencer, tem de o fazer com dados credíveis”, atirou.

A oposição não parecia desta forma estar a deixar-se convencer, mesmo após o presidente ter explicado a necessidade de recorrer ao PSF para poder “gerir a casa” e de ter sublinhado, apoiado pelos seus vereadores, que aquilo a que se propunha era credível e possível de concretizar. O empréstimo de 31 milhões de euros para pagar as dívidas a terceiros, ter equilíbrio de tesouraria e colocar a autarquia dentro dos limites de endividamento, já ultrapassados, fica assim pendente até à próxima semana.

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