Valeu a Portugal um mesmo primeiro ministro, José Sócrates

O Governo apresenta agora, como lhe compete, o Orçamento de Estado para 2011. É um documento estratégico e fundamental para a credibilização nacional e internacional da nossa economia. É, por isso, decisivo enquanto país que somos.

E é decisivo, particularmente na União Europeia, que todos os outros países tenham sucesso nas suas políticas e encontrem consensos políticos internos estáveis que permitam concretizar medidas estruturantes ou de austeridade conjuntural que ninguém gostaria de assumir.

E ninguém gosta, não pela impopularidade, para a qual qualquer governante deve estar preparado, mas por se ter o sentimento que as famílias em geral e as pessoas em particular sofrem com esse facto. Nada justifica que as diferenças políticas não sejam esgrimidas, mas é ainda mais injustificável que na ilusão de fazer uma forte oposição ao Governo se transforme essa energia, neste contexto, numa oposição ao país, sobretudo porque é demolidora e de difícil reversibilidade.

A exigência de responsabilidade deve ser dirigida a todos em geral e a todos os partidos em especial. Não é apenas um que está predestinado para enfrentar crises como tem acontecido ao PS, com Mário Soares e pós PREC, com António Guterres e o pós PSD de Cavaco Silva – 12 anos – ou a José Sócrates no período pós Barroso e Santana Lopes e agora na pior crise mundial dos últimos 80 anos.

Estão, portanto, todos convocados para ajudar o país.

Sabemos que as muletas da direita, até mesmo da mais radical, o PCP e o BE, apenas têm a vocação do “quanto pior melhor” e do seu grande desígnio: derrotar o PS e entronizar a direita.

Sabemos, igualmente, que o CDS/PP de Paulo Portas, pela sua própria voz, que da crise “barrosista/santanista” só tinha 7% de responsabilidade, porque era esse o seu peso eleitoral e representatividade no Governa da coligação. Como é singular ouvi-lo falar dos pobres, dos agricultores, dos impostos, espartilhado com mil milhões de euros a seus pés, cada um em cima de seu submarino. E agora, o “tabu” de Passos Coelho, dissimulado sob um ar duro, suportado por omeletas sem ovos, e a materializar uma das suas mais forte convicções: a universalidade das portagens. E, segundo a LUSA, começa bem, porque se vai abster nos projectos do PCP e do BE de revogação das portagens nas auto-estradas do Grande Porto, Norte Litoral e Costa de Prata. O PS que vote contra. Ao PSD só compete exigir e não assumir.

Afinal, foi isto que fizeram ao longo de cinco anos e cinco líderes ao mesmo país. Valeu a Portugal um mesmo Primeiro Ministro, José Sócrates!

2 Comments

  1. É preciso ter lata para escrever um artigo destes. Como pode o País evoluir com dislates destes? FJ

  2. Como Jorge diz em cima é preciso ter lata mesmo.

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