Simões angustiado com falta de verba

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A falta de verba na conta da Académica, que saldava a última tranche do passe de Marcel, revelou ontem um José Eduardo Simões angustiado ao telefone com o empresário Emídio Mendes. Numa das escutas ouvida ontem no tribunal de Coimbra, foi possível ouvir o presidente da Académica atrapalhado com a falta de dinheiro que deveria ter sido transferido da conta deste empresário para a sua conta.

O tom angustiado de voz acontece em duas das escutas e em que se ouve Emídio Mendes pedir para o presidente da Académica ter calma, pois a situação iria ser resolvida. O que acabou por acontecer na escuta seguinte e em que, depois do empresário lhe ter dito que a transferência tinha sido feita poucos minutos antes, o tom de voz de José Eduardo Simões mudou radicalmente. Bastante mais calmo, é de frisar.

A audição das escutas resultou do facto das declarações de Emídio Mendes estarem a ser, e como aconteceu na parte da manhã, inconclusivas. Foi esta a forma encontrada por parte do procurador para contrapor as palavras do empresário que começou por reiterar não ter nada a ver com a aquisição do passe de Marcel para, ao longo da sessão, admitir que afinal emprestou dinheiro à Académica para pagar diversos atletas, entre os quais o avançado brasileiro. “Não sei onde era aplicado o dinheiro”, referiu.

Empréstimo de

3,5 milhões de euros

Quanto ao montante emprestado, e que terá sido apenas saldado em meados de 2010, rondará os 3,5 milhões de euros. Verba inferior à que foi dita, na sessão de 1 de setembro último, por José Varanda. O empresário futebolístico referiu que Mendes terá adquirido o passe de cerca de 30 atletas, mas o proprietário do empreendimento Jardins do Mondego apenas confirmou “três ou quatro” nomes.

O empresário desmentiu quase todas as declarações feitas a 1 de setembro por José Varanda – “Está a inventar”, frisou –, o que foi aproveitado pelo procurador para solicitar a acareação das duas testemunhas. Varanda e Mendes voltaram a repetir as declarações feitas anteriormente, tendo a espaços chegado mesmo a entrar em diálogo. Situação a que, desde logo, a presidente do coletivo de juízes pôs um ponto final.

Antes da discussão ficou-se a saber que, quer Varanda quer Mendes, têm processos-crime um contra o outro. Varanda queixa-se de tentativa de homicídio e Mendes apresentou queixa por tentativa de extorsão e abuso de confiança.

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