Saúde

Os portugueses viram anteontem, através do CDS-PP, aprovadas duas medidas quanto a nós absolutamente essenciais para uma regulação dos medicamentos no nosso país. Através de um Projeto de Lei e de um Projeto de Resolução foram aprovados na Assembleia da República a prescrição por DCI (denominação comum internacional) do princípio ativo de um qualquer medicamento, bem como a unidose.

Escusado será dizer que o Governo tinha perdido completamente o controle dos gastos em medicações, sendo que cerca de um quinto da despesa total com o SNS advinha dos gastos em comparticipações. Para se ter uma ideia, a despesa do SNS atingiu o valor recorde de 8.150 mil milhões de euros, sendo que tal advém de 64,4% do total de encargos desperdiçados e os restantes 39,6% de desperdício assumido pelos utentes.

Trata-se de uma vertente em que médicos, farmacêuticos e indústria farmacêutica têm uma palavra a dizer, na medida em que o elo mais fraco – o doente – terá sempre de ter o melhor tratamento possível pelo valor mais baixo.

O CDS-PP tem a certeza de que com as medidas aprovadas se iniciou um novo ciclo em que, em última análise, todos nós, contribuintes, seremos menos sobrecarregados com desperdícios e formas de receituário que seguiam contra os mais elementares deveres de justiça social. Poderá haver quem discorde, não percebendo mais uma vez o voto contra do PS que, como Governo e após os cortes orçamentais que sobre todos nós se refletiram, deveria ser o primeiro a apoiar as medidas por nós preconizadas a bem do doente.

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