SAP de Mortágua fecha à meia noite de segunda feira

O centro de saúde de Mortágua deixa esta terça feira de dispor de Serviço de Atendimento Permanente (SAP), no âmbito de uma reorganização que visa ter mais médicos ao serviço durante o dia. O diretor executivo do Agrupamento de Centros de Saúde do Baixo Mondego III, Carlos Alberto Ordens, explicou à agência Lusa que a Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados de Mortágua passa a funcionar das 08H00 às 24H00.

“Fecha às 24H00 de hoje (segunda) e já só reabre às 08H00 de amanhã (terça feira)”, afirmou, contando que o habitual era serem atendidos “apenas um ou dois doentes por noite”.

O responsável lembrou que os médicos que trabalham de noite têm depois de tirar folga, o que “diminui substancialmente o horário de prestação de cuidados durante o dia na unidade”.

“O que se pretende é que estejam disponíveis durante o dia, para atender o maior número possível de utentes dos cuidados de saúde primários”, explicou.

Carlos Alberto Ordens frisou que, apesar de ser “sempre importante atender um doente, perde-se a possibilidade de o médico ter essa noite convertida em três períodos de quatro horas para atender muito mais doentes”.

Nos períodos noturnos, os casos que não sejam graves devem aguardar “até ao dia seguinte, para o médico de família, que tem sempre vaga, porque vai haver atendimento no dia a todos os utentes”.

“Numa situação de emergência ou de urgência têm de ligar o 112 para serem, caso se justifique, transferidos ou para o hospital de Viseu ou para Tondela, ou para os Hospitais da Universidade de Coimbra, conforme a gravidade da situação”, explicou.

A unidade tem 11.400 utentes e cinco médicos de família, ainda que, segundo o responsável, “o ideal seriam seis ou sete para que funcionasse com todas as vantagens”.

“Mas eu estou convencido de que a experiência e a dedicação dos profissionais – todos, inclusivamente dos enfermeiros e dos administrativos – permite uma resposta adequada”, frisou.

No início do mês fechou também a extensão de saúde de Marmeleira, porque tinha pouco mais de 200 utentes e não havia médicos disponíveis, uma decisão tomada “de acordo com o presidente da Junta, o diretor do centro de saúde e o presidente da câmara”, contou.

A extensão de Espinho, com 350 utentes, mantém-se aberta e “até aumenta uma hora no atendimento, passando para três horas, duas vezes por semana”, acrescentou.

A Lusa tentou, em vão, ouvir o presidente da câmara de Mortágua, Afonso Abrantes (PS).

No entanto, segundo Carlos Alberto Ordens, “até agora não houve nenhum obstáculo intransponível, não houve nenhum desentendimento, houve conversações”.

“Tentámos tratar todos os problemas que pudessem constituir algum obstáculo a que as coisas corressem bem. Estamos convictos de que fizemos quase tudo o que era possível para que não haja grandes problemas relativamente aos apoios de saúde”, garantiu.

One Comment

  1. Emidio Fernande says:

    Entendo eu que devia haver um medico de serviço mesmo que em sua casa com um telefone que pudesse ser contactado em caso de urgencia e depois seria este a chamar ambulancia se tal se justificasse em muitos casos apresença rapida de um medico pode vir a salvar uma vida ao passo que a ambulancia do inem quando vem a chegar pode ser demasiado tarde E possivel basta Querer !!!

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