Orçamento de Estado 2011: um roubo aos trabalhadores e às famílias

O Orçamento de Estado 2011 proposto pelo Governo PS é um roubo aos trabalhadores, aos que menos podem e menos têm, enquanto deixa intocáveis os grupos económicos e financeiros que continuam a viver à tripa forra, acumulando lucros escandalosos.

Este Orçamento para 2011 é roubo aos salários, um roubo aos abonos de família, um roubo aos bens essenciais, um roubo à acção social escolar (quer no básico e no secundário, quer no ensino superior), um roubo às prestações sociais, um ataque às funções sociais do estado, a destruição dos serviços de públicos, como a saúde e a educação.

E eis que surge PS e PSD em zangas diárias que não conseguem esconder o total acordo nas políticas de fundo:

– Estão ou não de acordo em reduzir os salários?

– Estão ou não de acordo em aumentar os impostos, nomeadamente para os trabalhadores e PME´s?

– Estão ou não de acordo com a política de privatizações de empresas públicas?

– Estão ou não de acordo com o corte nas prestações sociais?

– Estão ou não de acordo em não aumentar os impostos à banca e aos grandes grupos económicos e financeiros?

Estão.

À boleia deste Orçamento de Estado o Governo PS quer fundir serviços para poupar, mandando às urtigas a qualidade dos serviços prestados aos utentes. A notícia recente de que a Ministra da Saúde prevê a fusão de todos os Hospitais de Coimbra: Hospitais da Universidade de Coimbra, Centro Hospitalar de Coimbra e Centro Hospitalar Psiquiátrico de Coimbra.

A obsessão economicista deste Governo vai enterrar as características próprias de cada uma das instituições, destruir serviços e valências próprias e diferenciadas, ao mesmo tempo que dá espaço ao crescimento de pelo menos 4 unidades privadas de saúde à volta destes hospitais.

O Governo diz que o combate à crise obriga a estas medidas, mas na realidade a crise não é para todos: a GALP apresentou um aumento de 48% dos lucros, a Jerónimo Martins SGPS um aumento de 40% , a Portucel um aumento de 112,9%, e o Millenium BCP um aumento de 22%.

O Governo opta por não ir buscar receita onde existe de facto. Antes decide roubar os trabalhadores, as famílias, os pequenos agricultores e produtores, as pequenas e médias empresas. A Greve Geral convocada pela CGTP-IN será, já no próximo dia 24 de Novembro, uma resposta determinante.

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