O bom vinho alegra o coração. E a alma

É uma das mais belas vistas sobre os vinhedos da Bairrada. Ergue-se na encosta de uma pequena aldeia onde o único ponto de encontro da população são as missas mensais na capela. Não há comércio local. Mas há “bons dias” lançados com a autenticidade das pessoas simples.

É ali, na encosta de S. Mateus, que se ergue, imponente, a Adega Campolargo. Construída em 2004, alia uma longa tradição familiar no setor vinícola às mais recentes tecnologias. Preenchendo um corte vertical de 18 metros de altura numa ladeira da Vinha da Costa, a construção permite que a força da gravidade seja usada em todo o processo de vinificação, desde a entrada das uvas até a prensagem final.

Além da unidade de vinificação (2.400 metros quadrados cobertos,) as instalações contemplam, ao longo dos seus sete pisos e cinco mil metros quadrados de área, serviços para enoturismo.

Carlos Campolargo, da terceira geração familiar e responsável pela adega, é um produtor inventivo e ousado. Por isso, não é de estranhar que lamente que a região tenha ficado refém de uma só casta durante demasiado tempo. “A Bairrada é um conjunto de castas, que teve sempre uma grande variedade, que foram sempre preteridas por uma casta só: a baga. Isso ditou o empobrecimento de uma região”.

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