Nobel de Medicina para “pai” da fecundação in vitro

Posted by

A Associação Portuguesa de Fertilidade considerou hoje, 4 de outubro, que a atribuição do Prémio Nobel de Medicina ao britânico Robert G. Edwards, “pai” da Fecundação In Vitro (FIV), demonstra a relevância crescente que a medicina da reprodução tem na sociedade.

“Este é um sinal de que a medicina de reprodução está a ter uma relevância cada vez maior na sociedade”, disse à Lusa Filomena Gonçalves, dirigente da A Associação Portuguesa de Fertilidade (APF).

Filomena Gonçalves considera que este é um galardão “muito bem atribuído”, lembrando que são cada vez mais os casais que precisam de recorrer a técnicas de Procriação Medicamente Assistida (PMA), como a FIV, para serem pais.

“Cada vez há mais casais inférteis, aumento que resulta de mudanças de estilo de vida – como o adiamento de maternidade e alguns comportamentos de risco – que faz com que cada vez mais pessoas precisem de tratamentos, como a FIV”, adiantou.

Para a APF, as dificuldades de acesso a técnicas de PMA, como a FIV, em Portugal continuam, pois “os apoios prometidos tardam a chegar, as listas de espera no sector público continuam muito elevadas e, no privado, os preços são pouco acessíveis”.

Apesar de tudo isso, e em nome dos “milhões de crianças que já nasceram graças à FIV”, Filomena Gonçalves não hesita em agradecer a Robert G. Edwards a sua sabedoria e investimento nesta área.

O primeiro “bebé-proveta” nascido graças a uma FIV, a britânica Louise Joy Brown, veio ao mundo em 1978. Em Portugal, foi Carlos Miguel que nasceu em 1986.

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*