MAIS reivindicou na Assembleia República itinerários da Serra da Estrela

O MAIS – Movimento de Apoio à Construção dos Itinerários da Serra da Estrela reivindicou hoje junto dos seis grupos parlamentares da Assembleia da República a construção de três estradas.

“A situação financeira do país não pode travar a execução” dos itinerários complementares (IC) 6 (Tábua – Covilhã), 7 (Oliveira do Hospital – Fornos de Algodres) e 37 (Viseu – Seia), defendeu o movimento.

“Os partidos comunicaram-nos que estão disponíveis para impulsionar as medidas necessárias para que as obras arranquem”, disse à agência Lusa Mário Jorge Branquinho, programador cultural de Seia e uma das dez figuras públicas da região que deram origem ao MAIS.

Nos encontros com os grupos parlamentares na Assembleia da República, o grupo considerou “necessário” um mínimo de obras públicas para a economia funcionar.

A construção daquelas vias “é uma expetativa com mais de trinta anos, alimentada pelos sucessivos governos” e que é considerada “estrutural”.

O movimento reconhece que “foram dados passos decisivos” nos últimos meses com “a aprovação dos estudos de impacte ambiental e a publicação das zonas de edificação”, passos que querem ver confirmados.

“Todo o processo burocrático já está concluído, agora são necessárias as decisões políticas para começar a abrir concursos para as obras”, realçou Mário Jorge Branquinho, porta-voz do movimento.

O MAIS é um movimento formado por cidadãos dos vários concelhos da região da Serra da Estrela, que se constituiu como associação jurídica e que lançou uma petição online com quase três mil assinaturas.

“Nós não desistimos enquanto não virmos estas obras concluídas: quando estiverem feitas o movimento deixa de existir”, disse Mário Jorge Branquinho.

O movimento foi acompanhado nas reuniões de hoje pelo vice-presidente da câmara de Nelas, Manuel Marques, e pelo presidente da câmara de Seia, Filipe Camelo.

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