Insulina escasseia mas sem desespero

 

A insulina tem escasseado em farmácias de Coimbra, por não serem fornecidas nas quantidades encomendadas, mas não tem faltado aos doentes para cumprir os tratamentos, segundo alguns estabelecimentos contactados pela agência Lusa.

Responsáveis de três farmácias instaladas em Coimbra confirmaram haver “rateio desde há alguns meses”, mas, mesmo assim, têm conseguido satisfazer os pacientes, ou no próprio dia ou uns dias depois.

“O doente diabético nunca deixa que a insulina lhe falte em casa. Não noto grande desespero. Procuram para repor as suas reservas”, observou Ana Rico, adjunta do diretor técnico da Farmácia Central.

Os três responsáveis técnicos afirmaram não ter notado aumento da procura por parte dos pacientes, perante eventuais receios de diminuição da comparticipação, que se manterá em 100 por cento, segundo confirmou hoje (dia 14) em comunicado a Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed).

Vítor Virgílio, adjunto do diretor técnico da Farmácia Cruz Viegas, afastou qualquer relação entre as dificuldades de fornecimento e a eventual alteração da comparticipação, porque isso apenas teria implicações para o paciente, no custo do medicamento.

“Os doentes diabéticos são muito disciplinados”, sublinhou Ana Rico, salientando, contudo, que no final do mês de setembro “foi uma loucura a aviar receitas”, em especial para doenças crónicas, porque as pessoas reagiram às notícias da diminuição da comparticipação ao medicamento.

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