Indústrias culturais e criativas

O Comité das Regiões em reunião da Comissão de Educação, Juventude, Cultura e Investigação em Setembro pp., chamou a atenção para o papel que as indústrias culturais e criativas devem ter na realização dos objectivos económicos e sociais das comunidades locais e regionais.

Um estudo encomendado pela Comissão Europeia sobre a “Economia da Cultura”, revelou números positivos surpreendentes, da repercussão socioeconómica dos sectores criativos e culturais nos países da UE e da grande importância daquelas na execução da “Estratégia Europa 2020”.

Também se sublinha a especial importância do contributo das indústrias culturais e criativas na Inovação, Emprego e a Sustentabilidade, das Comunidades locais e regionais. A Agenda Europeia para a Cultura assenta numa dupla dimensão: por um lado é preciso uma “Alma para a Europa”, por outro lado reconhece-se que desenvolvendo a Cultura desenvolve-se a Economia.

É na Cultura que se educa, liberta e promove o ser humano com imaginação e sensibilidade acrescidas, para a abordagem dos problemas e respectivas soluções. As indústrias culturais e criativas promovem emprego qualificado, e na sua vertente económica, dão emprego a um crescente número de trabalhadores e de agentes culturais quer como participantes individuais, quer como pequenas e médias empresas, e a entidades colectivas associadas ou de utilidade pública.

É a nível local e regional que se devem pensar as indústrias culturais e criativas, valorizando a sua originalidade individual e comunitária como valores identitários das regiões.

Desenvolvendo-se as indústrias culturais, desenvolve-se também a economia, aprofundando-se ao mesmo tempo a respectiva interacção. Numa economia de bens e serviços cada vez mais competitiva, a diferenciação, a qualidade e a criatividade, são atributos que devem estar sempre presentes, estendendo-se à cultura, nas suas diversas manifestações, e aos agentes culturais que têm de se adaptar às realidades do mercado.

O Poder Local numa relação de proximidade com os cidadãos, deve implementar as industrias culturais e de fomento da inovação artística, e apoiar a integração cultural e social de jovens no domínio artístico e cultural, fomentando a experimentação multimédia e multicultural e proporcionando espaços públicos para as produções culturais, e incrementando a inovação ao nível das tradições e das vocações locais.

Isto constitui hoje um desafio para o desenvolvimento local numa visão abrangente de rede, qualificando as regiões, para que se transformem em destinos mais atractivos quer para habitar, quer para visitar.

Neste âmbito o QREN tem programas intersectoriais que promovem sinergias, como forma de corrigir as assimetrias regionais valorizando a criatividade local e fazendo a ligação entre cultura e património. A Comissão Europeia valoriza também o Turismo Cultural gerador de receitas significativas que tem efeitos económicos e sociais relevantes nas regiões.

Estas e o poder local, deverão por isso apoiar especialmente as empresas culturais e criativas, dado encontrarem-se numa posição ideal para captar novos talentos e promovendo parcerias estratégicas com as áreas do Turismo, do Ambiente, da Ciência, da Investigação para o desenvolvimento das cidades e regiões.

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