Francisco Lopes critica Cavaco de usar meios do Estado na campanha

O candidato presidencial do PCP acusou na noite de sexta feira, em Coimbra, o Presidente da República de estar em campanha “há três ou quatro meses” usando “abusivamente” do cargo e dos recursos financeiros e logísticos do Estado.

Para Francisco Lopes, que discursava num jantar de apoiantes no Pólo II da Universidade de Coimbra, a candidatura de Cavaco Silva à presidência da República está marcada “pelo manobrismo e falta de lisura e transparência”.

O candidato comunista considera que Cavaco Silva tem desenvolvido uma campanha eleitoral com “uma intensidade sem paralelo, particularmente nos últimos três quatro meses, não como qualquer outro candidato mas sim usando abusivamente das funções de Presidente da República e os recursos financeiros, humanos e logísticos públicos que lhe estão associados”.

Na sua intervenção, Francisco Lopes não poupou também nas críticas ao candidato Manuel Alegre, apoiado pelo PS e BE, acusando-o de querer “salvar a continuidade da política do atual Governo”.

“Manuel Alegre não pode escamotear e fazer esquecer o seu percurso ao longo das últimas décadas – nos momentos essenciais convergiu com o percurso do PS – e as responsabilidades que tem na situação atual”, frisou o dirigente do PCP.

Salientando que Portugal entrou “em declínio económico e social”, Francisco Lopes afirmou que os sacrifícios feitos pelos portugueses nos últimos anos foram para “acentuar os lucros dos grupos económicos e financeiros nacionais e internacionais”.

“Estes últimos seis anos foram os anos ditos de combate ao défice e à crise, foram os anos em que os principais 17 grupos económicos acumularam de lucro 32 mil milhões de euros”, disse o candidato comunista.

Criticando fortemente a especulação financeira e a banca, Francisco Lopes denunciou ainda que o Governo injetou mais 400 milhões de euros na “fraude do BPN”, subindo assim o montante para “cinco mil milhões de euros”.

Segundo o candidato presidencial do PCP, “há quem diga que há mais dois mil milhões de euros do chamado lixo tóxico que está nesse banco”, que pode fazer subir para sete mil milhões de euros “o dinheiro do erário público para tapar um buraco criado pela especulação financeira”.

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