Estudantes de Coimbra contestam aumento da caução nas residências

A Plataforma de Residências da Universidade de Coimbra (PRUC) contestou hoje o aumento do valor da caução dos estudantes residentes, por entender que num período de crise esse pagamento, “já de si injusto”, menos se compreende.

“Neste cenário de crise social não se consegue perceber o porquê do aumento do valor de uma caução, já de si injusta e lesiva, de 50 euros, para 57 euros efetuado pelos Serviços de Ação Social da Universidade de Coimbra (SASUC), que assim parecem ignorar a petição subscrita por 600 estudantes contra aquele pagamento”, refere a organização em comunicado.

Numa exposição dirigida ao Provedor do Estudante da UC pede-lhe que recomende aos SASUC um “modelo de prevenção que penalize apenas os transgressores, no momento em que o dano de verifica e apenas na medida deste”.

A insistir-se no “modelo injusto de caução”, a PRUC reclama que a mesma sofra uma “diminuição imediata” do seu valor, “pelo menos em 50 por cento”, e a possibilidade de se poder proceder ao seu pagamento “apenas no momento da definição de atribuição ou não de bolsa e do seu respetivo pagamento, no caso de candidatos a bolseiros, para que nenhum estudante fique à partida excluído”.

Propõe ainda uma simplificação dos processos burocráticos nas relações com os SASUC, com a possibilidade de celebrar o contrato de alojamento através de meios eletrónicos ou postais, e a consagração da candidatura a alojamento válida, não por um único ano letivo, mas por ciclos de estudo, salvo casos excecionais, como sejam dívidas, comportamentos lesivos ou alteração substancial da situação socioeconómica.

A Plataforma de Residências da Universidade de Coimbra diz que decidiu recorrer ao Provedor do Estudante depois de “esgotada de forma inglória a via do diálogo com os SASUC e o pelouro de Ação Social da Direção Geral da Associação Académica de Coimbra (AAC), que “ignoraram todas as propostas alternativas” na discussão do Regulamento Geral das Residências da UC.

Procurou-se obter uma posição do administrador dos Serviços de Ação Social da Universidade de Coimbra (SASUC), Jorge Gouveia Monteiro, mas tal não foi possível.

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