Crise comparada

Que atravessamos um momento de grandes dificuldades financeiras, já não é segredo para ninguém.

Apesar de continuarmos a assistir a casos especiais de imunidade à crise por parte de alguns (há sempre uns tantos bafejados pelo Euromilhões ?!?), a verdade é que “malhar” exclusivamente na Função Pública, não parece o mais adequado e justo.

As medidas de contenção anunciadas pelo Governo para fazer face à crise, apontam para a Administração Pública como um alvo privilegiado.

Algumas das regras conhecidas suportam esta conclusão.

Também os detentores de cargos políticos serão objecto de medidas que virão condicionar os seus rendimentos. Aqui e a confirmarem-se tais medidas, não deixarão de se gerar situações injustas, como por exemplo, se um eleito que foi votado democraticamente, for aposentado da função pública, não poderá acumular com o vencimento pelo exercício das funções para a qual foi eleito, devendo fazer a sua opção, mas se for reformado pelo sector privado, então poderá acumular os dois rendimentos (pensão e vencimento).

Justo, não é?

Também é preocupante a decisão de queda do investimento público, pelas consequências na economia nacional.

Sabendo-se das dificuldades que o sector privado atravessa, os mecanismos de compensação não vão surgir, pelo que tudo indicia o agravamento da crise.

Só uma grande mobilização dos portugueses para um esforço conjunto, poderá recuperar o país. Mais ninguém o poderá fazer.

Saibamos mais uma vez unirmo-nos para garantir um Portugal com futuro. Não é com actos irresponsáveis, face à conjuntura actual, que atingiremos esse desígnio.

PS – Entretanto os nossos vizinhos espanhóis (quase 20% de desemprego) acabam de adjudicar a um consórcio, que integra uma empresa portuguesa, um troço do TGV entre Madrid e a fronteira portuguesa, de via dupla com bitola europeia, para passageiros e mercadorias(!?).

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