Ataíde e Figueira 100% manifestam-se sobre saneamento financeiro

Posted by

Na sequência da conferência de imprensa de João Portugal e da reação do PSD (ver edições de 21 e 22), relativamente ao Plano de Saneamento Financeiro (PSF), João Ataíde reagiu, através de comunicado.

Aludindo a uma “situação de grave desequilíbrio financeiro”, o presidente da Câmara da Figueira da Foz recorda que a dívida, de 90 milhões de euros, causa “sérios problemas de tesouraria e coloca em risco imediato a continuidade de uma gestão corrente saudável”.

O PSF, afirma, constitui “um instrumento essencial e inadiável” e o empréstimo que este pressupõe, de 31 milhões, é realizado pelo montante “estritamente necessário para a consolidação da dívida de curto prazo”. Que, se não for rapidamente liquidada, acrescenta, pode causar “asfixia financeira em muitas empresas”.

Assim, o edil está convicto de que as forças políticas com assento na câmara, “sem exceção”, têm condições para “ultimar as bases” de um documento o mais consensual possível. Uma vez que todos têm noção, diz, de que, a não aprovação, “traria consequências nefastas para a economia local e munícipes”.

Já o adiamento da sua aprovação “aumentaria significativamente a dificuldade da câmara obter financiamento junto da banca, condicionando profundamente toda a gestão financeira da autarquia”.

Não obstante, avança, já definiu “um conjunto de medidas possíveis e adequadas” perante o cenário da não aprovação. Sendo que, acrescenta, o não pagamento de salários aos funcionários “constituirá sempre uma eventualidade apenas equacionável caso esgotadas todas as possibilidades”.

Estas podem passar pela hierarquização das dívidas a liquidar, rescisão de contratos de prestação de serviços ou mesmo o recurso a um reequilíbrio financeiro. Mas o edil acredita que, a 9 de novembro, será apresentado um documento “que disciplina a atividade municipal nos próximos 12 anos, de forma particularmente rigorosa e exigente”.

100% reprovam comportamento de PS

Já a Figueira 100%, também por comunicado, reagiu às declarações de João Portugal, acusando o PS local de “tentar condicionar quem, de forma participativa, se predispôs a colaborar” na elaboração de um PSF.

Os independentes criticam, principalmente, a referência à possibilidade do não pagamento dos salários aos funcionários da câmara, na sequência da não aprovação. O Movimento Figueira 100%, lê-se, “alheio e indiferente a todas as pressões, votará ou não favoravelmente” o PSF.

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*