A região: Centro de Portugal

É sabido que a luta democrática para o desenvolvimento, seja do que for, passa, necessariamente, pela definição com seriedade e honestidade dos principais objectivos que nos unem, sem se pensar quem é governo em determinada altura, ou não, incluindo todos os que, não se perfilando para ser governo, também são parte interessada na defesa de objectivos comuns.

A primeira grande questão que todos sem excepção devem compreender é que as áreas metropolitanas do Porto e de Lisboa, em particular esta última, terão a propensão para adiar esta decisão e, se não o conseguirem, tentarão criar problemas porque sabem que terão de perder alguns dos seus privilégios.

É urgente que Coimbra apresente um conjunto de ideias/projectos que possam beneficiar toda esta grande região centro, desde Castelo Branco, até Aveiro, sem esquecer Leiria, Guarda e Viseu. Mas, teremos que ser pragmáticos e actuarmos em conformidade.

Daí que, o primeiro passo, deveria ser de uma reunião de todos os Presidentes de Câmara das capitais distritais e dos que presidem Associações de Municípios desta Região. A seguir, deveriam envolver-se todos os restantes Presidentes de Câmara, para continuarmos com o entendimento com as forças vivas da Região. Desde associações empresariais até aos sindicatos, não esquecendo os fortes agentes culturais, científicos, da educação e da saúde que temos na nossa Região Centro.

Desta forma, conseguiríamos criar o embrião da “Assembleia Geral” da Região que ratificaria os objectivos comuns e de onde sairia uma Comissão Instaladora, com a missão de os concretizar.

Dir-me-ão que já existe este tipo de figura, no âmbito do Conselho da Região, dentro da Comissão de Coordenação do Centro. O problema é que, este Conselho da Região, funciona por regras, anteriormente, aprovadas pelo Governo Central e, de forma alguma, pode funcionar como grupo de pressão ou de influência, para atingirmos os principais objectivos que devemos ser nós a definir.

Poderíamos pensar que Lisboa e Porto, em especial Lisboa, estariam compreensíveis em relação aos nossos objectivos.

Nada de mais errado. Verifique-se uma mera questão que uniu todos na Região: o aeroporto de Monte Real. E, veio logo um Secretário de Estado afirmar que não era muito viável este projecto.

Hoje, afastado do desgaste das lideranças partidárias que, na maior parte das vezes, nem tempo nos deixam para a reflexão, consigo falar no dia-a-dia com pessoas de todos os quadrantes políticos que sentem os problemas da forma como aqui os exponho.

Se ficarmos de braços cruzados, seremos cúmplices por omissão do atraso da Grande Região Centro e continuaremos com os discursos miserabilistas, face ao desenvolvimento de outras Regiões.

Pela parte que me toca não irei ficar parado e, após as Presidenciais, tentarei que um grupo de cidadãos se reúna para, com objectividade e seriedade, apresentarmos um Manifesto da Região Centro, que possa servir para os responsáveis políticos acordarem e serem a justo título, os líderes deste processo que tarda.

Sim, a Grande Região Centro pode conseguir.

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