A oposição torce o nariz à proposta do PS

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O PSD e a Figueira 100% dizem que 31 milhões de euros é muito dinheiro. Este é o valor do empréstimo a 12 anos que a maioria relativa do PS pretende contrair na banca, para poder aplicar o seu Plano de Saneamento Financeiro (PSF). Numa entrevista ao DIÁRIO AS BEIRAS/Foz do Mondego Rádio (ver edição de sexta-feira), Daniel Santos mostrava-se disponível para negociar aquela proposta e o Orçamento de 2011.

Todavia, o vereador da Figueira 100% punha como condição que o PS deixasse cair as promessas eleitorais que possam onerar a delicada situação financeira da autarquia. Por sua vez, Miguel Almeida, que falava no programa “Aqui Entre Nós”, da referida emissora, defendia que o PSD não tem condições para viabilizar o documento. Isto, ressalvou, se for o mesmo que foi apresentado aos vereadores da oposição, há um mês e meio.

O PSF é uma herança de Duarte Silva que o seu sucessor, João Ataíde, retocou. Os 31 milhões que a câmara pretende pedir à banca destinam-se a saldar a dívida a terceiros. Mas ainda deverá ficar com uma “almofada” financeira para fazer obra. As obras que poderão ser financiadas com o remanescente, esclarece Isabel Maranha Cardoso, são aquelas que foram candidatadas a fundos europeus pelo anterior executivo municipal.

“Não inscrevemos no PSF obras que resultem das nossas promessas eleitorais”, afiança a vereadora. E se o empréstimo não for aprovado? “Vamos passar os próximos anos a tapar buracos”, respondia a Isabel Cardoso, em finais de agosto. Se for aprovado amanhã (12) em sede de reunião de câmara, seguem-se a consulta à banca e a votação na Assembleia Municipal. Porém, a última palavra é do Tribunal de Contas, que não deixará de ter em conta que a capacidade de endividamento da Câmara da Figueira já foi ultrapassada em 14 milhões de euros (a autarquia tem um passivo de 90 milhões de euros).

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