3.ª dose do PEC: os mesmo de sempre a pagar!

Portugal teve uma visita especial na passada semana: um alto representante da OCDE. Trouxe a sua lupa capitalista e descobriu a grave situação das contas do Estado. Trouxe a lupa mas deixou em Bruxelas o detector de injustiças sociais, e talvez por isso nem uma palavra disse sobre Portugal ser dos países da União Europeia com o maior fosso entre ricos e pobres. Foi a visita do Fundo Monetário Internacional (FMI) sem oficialmente ter cá estado, foi o carimbo do visto prévio da especulação financeira ao Orçamento de Estado.

Dois dias passados, em horário nobre o Governo anunciou o III PEC de “novas” medidas de austeridade, mais um round de sacrifícios para os mesmos de sempre no tom da inevitabilidade, blá blá blá e SÓ assim é que lá vamos…

Duma assentada o Primeiro-Ministro anunciou cortes nos salários, despedimentos na Administração Pública, congelamento pensões, aumento IVA (aumento preço dos bens essenciais), cortes nos abonos de família e noutras prestações sociais. Estas medidas de novo nada têm, são mais velhinhas que a República! É a história a prová-lo, o poder económico e financeiro através dos seus governos-marioneta impõe SEMPRE os sacrifícios àqueles que menos têm e menos podem: os trabalhadores, os jovens, os idosos, os pequenos e médios agricultores e proprietários. A esfregar as mãos de contentamento ficou a banca, os grandes grupos económicos e financeiros que passaram entre os intervalos da chuva, para aqui só benesses e água-benta. O Governo PS escolhe aumentar o IVA que atinge todos por igual e não tem coragem política para aplicar uma taxa efectiva de 25% IRC à banca.

Já mesmo a acabar a conferência de imprensa o Ministro das Finanças ainda disse “Ó Zé só acrescentar para que fique bem claro que isto tudo é para continuar depois de 2011!”. Ontem os trabalhadores de norte a sul do país saíram à rua para exigir uma outra política e o direito a uma vida melhor. Pode o Governo ter a certeza que também a luta vai continuar.

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