“Deixar de pagar aos funcionários seria a última alternativa”, afiança João Ataíde

Posted by

Quando se apercebeu que o Plano de Saneamento Financeiro (PSF) ia ser “chumbado”, o executivo de João Ataíde tentou encostar a oposição às cordas, acusando-a de não querer pagar as dívidas da câmara da Figueira da Foz.

Reconhecendo a necessidade do documento, o PSD e a Figueira 100% reagiram com veemência, rejeitando substituir uma dívida por um empréstimo do mesmo valor (de 31 milhões de euros).

Durante o “intervalo para reflexão” da última reunião de câmara, a maioria relativa socialista terá dramatizado acerca das consequências da não aprovação.

Sem o plano aprovado, a autarquia corre o risco de perder 10 por cento das verbas transferidas pela Administração Central, porque a sua capacidade de endividamento já foi ultrapassada em mais de 14 milhões de euros.

Mas a consequência mais dramática é a possibilidade de não haver dinheiro para pagar aos seus funcionários. Ter-se-á, até, especificado que correm o risco de não receberem atempadamente o subsídio de Natal.

A oposição sentiu-se “chantageada”, como referiu o vereador do PSD Miguel Almeida, na da Foz do Mondego Rádio.

Por sua vez, o colega de painel Nuno Melo Biscai, líder da “bancada” do PS na Assembleia Municipal, “ameaçava” com o fantasma dos salários.

“Neste momento, a câmara está à beira da bancarrota”, afirmava o comentador e autarca socialista, aludindo ainda aos “graves problemas de tesouraria”.

Recorde-se que a Figueira encontra-se no “Top 3” dos municípios portugueses com menor liquidez financeira.

António Jorge Pedrosa, deputado municipal da Figueira 100%, e que integra o mesmo painel radiofónico, não poupou críticas ao plano e ao executivo.

Em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, através do gabinete da presidência, João Ataíde desdramatiza, afirmando que “deixar de pagar aos funcionários, seria a última alternativa, o limite dos limites”.

 Antes disso, o executivo teria hierarquizado o pagamento da dívida a terceiros, de curto e médio prazo – a razão do empréstimo – , rescindido contratos e reduzido e suspendido serviços (ver mais na edição de hoje do DIÁRIO AS BEIRAS).

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*