Viaduto de Ceira pode voltar ao túnel

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O traçado do IC3, na freguesia de Ceira, pode vir a ser mais uma vez alterado. Isso mesmo foi, ontem, deixado em aberto, após uma reunião na Câmara Municipal de Coimbra. Para já, a decisão vai ficar em stand by, até à próxima terça-feira, dia 28 de setembro, data em que as partes voltam a reunir-se para observar, in loco, as queixas dos residentes e as alternativas possíveis.

Na sessão alargada de ontem, participaram os moradores do lugar de Eira Velha e os membros do executivo municipal, para além de responsáveis e técnicos das empresas EP – Estradas de Portugal – a dona da obra – e Ascendi – do grupo Mota/Engil, concessionária da empreitada.

Segundo foi possível apurar, apenas um técnico da Ascendi continuou, ontem, a sustentar a tese dos benefícios de um megaviaduto, de mais de um quilómetro de comprimento e com altura máxima a rondar os 200 metros. Já a EP revelou abertura para uma solução de compromisso, que não afete as quatro casas e os três anexos em risco de demolição. Uma solução que, no limite, pode mesmo significar o regresso ao traçado inicial: uma ponte sobre o rio Ceira, com “apenas” cerca de 40 metros de altura, entrando depois em túnel sob a serra do Carvalho, para sair justamente nas Carvalhosas, já sobre o rio Mondego.

Na próxima semana, a reunião vai envolver um primeiro momento, na Casa do Povo de Ceira. Aí, a junta de freguesia deverá reforçar o interesse na criação de um nó de acesso, na freguesia, Ao mesmo tempo, não quererá perder uma nova via, que a EP se propõe incluir na obra, de ligação à futura ponte do Cabouco.

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