Um europeu que surpreendeu

“A comissão europeia de remo está estupefacta, porque não acreditava que fossemos capazes de uma organização desta envergadura. Foi mais uma prova, como foi a Expo’98 e o Euro’2004, de que, quando os portugueses querem conseguem dar grandes respostas”. O balanço é do presidente da Federação Portuguesa de Remo, Rascão Marques, visivelmente satisfeito, mas desgastado, depois de três dias em que Portugal e Montemor-o-Velho, em particular, foi a capital da Europa do remo.

Portugal queria uma medalha, para coroar da melhor forma uma organização ímpar no nosso país, mas também no panorama europeu.

Afinal, foi a maior organização de sempre. Pedro Fraga e Nuno Mendes corresponderam da melhor forma e subiram à 2.ª posição do pódio. São agora os heróis do remo nacional. Os primeiros a conseguir uma medalha em campeonatos da Europa para o nosso país.

Portugal ainda não é uma potência do remo. Mostrou em Montemor uma seleção bastante jovem e ambiciosa, mas a distância para as seleções do Centro, Norte e Leste da Europa ainda é muito grande.

Em Montemor-o-Velho, a única final A disputada por portugueses foi mesmo da dupla Mendes/Fraga.

Sara Silva, Tatiana Saraiva e a dupla Carla Mendes e Janine Coelho nas categorias de skiff, skiff peso ligeiro e douleskull peso ligeiro, respectivamente, foram as presenças femininas.

Sara Silva ficou em 10.º lugar da geral, Tânia Saraiva fez o 4.º lugar da final B, enquanto a dupla Carla e Janine se ficou pelo 12.º lugar da geral.

No escalão masculino, foi a vez de Pedro Ramos, Paulo Quesado, Tomé Perdigão e Bruno Amorim, ficaram em 5.º lugar na final B de quadriskull.

O figueirense Diogo Pinheiro (categoria de skiff peso ligeiro) assegurou a segunda posição na final B, o que equivale ao 8.º lugar na classificação geral.

A competir contra apenas outras duas embarcações, o shell de oito peso ligeiro português – de João Gabriel, Manuel Ferreira, Octávio Barbosa, João Rodrigues, Pedro Vítor, Jorge Correia Carvalho, João Costa Amorim, Ricardo Carraco e Rui Torres – ficou em 3.º lugar, atrás da Dinamarca e Itália.

Em jeito de balanço, o destaque vai para a Alemanha, que conseguiu 10 medalhas (cinco de ouro) nas 12 finais em que participou.

Entre as desilusões da competição conta-se a Itália (10 finais e apenas duas medalhas, prata e bronze) e a Polónia (oito finais, um título europeu, três medalhas de prata e uma de bronze).

One Comment

  1. Claro que é de LOUVAR mais uma vez as capacidades de Portugal, em tremos de organozação de um qualquer evento, mas é minha opinião que um qualquer português deveria ser ilucidado para apoiar mais esta modalidade. Discordo TOTALMENTE a obritariedade de aquisição de título de entrada, pegou a moda de pagar pagar pagar. Ou será para não deixar "qualquer um" participar neste evento, porque ele é só para ÉLITES!, penso que era preferível aumentar um pouco mais os consumíveis!!!, aí podería-mos ver as bancadas cheias, tornaria mais aceso o apoio . . .
    Aguardo feed-back – Joaquim / Montemor-o-Velho

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