Templários debatem em Coimbra reaproximação ao Vaticano

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Foto Carlos Jorge Monteiro

Três anos depois de terem sido conhecidas as actas do antigo processo, e que levou à sua perseguição no século XIV, os cristãos do manto branco e cruz vermelha querem reaproximar-se do Vaticano.

O rei absolutista francês Filipe O Belo foi o principal inimigo dos Templários. No início do século XIV, acusou os membros da ordem de “usura, lesa-majestade, idolatria, blasfémia, sodomia, heresia e costumes depravados”. O resultado prático foi a perseguição em solo gaulês de mais de dois milhares de membros que foram presos, “mortos, torturados e queimados vivos”.

Este clima estendeu-se a vários países da Europa, mas ao contrário de França, os membros da ordem foram absolvidos. Bem diferente foi a solução encontrada para o futuro da ordem: a sua extinção e a criação de uma ordem com um novo nome e os bens dos Templários.

Desde então, a ligação ao Vaticano esfriou ou quase deixou de existir, tendo em 2007 a Igreja dado a conhecer as actas dos processos levantados contra esta ordem e que vieram provar a verdade dos factos: esses crimes referidos por Filipe O Belo não existiram.

Perante isto, e porque a matriz da ordem manteve-se – “somos cristãos”, referiu o Grão-Mestre D. Fernando Pinto Fontes –, os Templários pretendem retomar a sua ligação à Igreja. O tema estará em discussão a partir de hoje em Coimbra no 4.º Conventus Generalis – Reunião Internacional da Ordem dois Templários. “Queremos continuar a nossa obra de defensores” da mensagem da Igreja, disse.

Paralelamente, o programa compreende o início da discussão relativamente à localização da sede da ordem, a criação de um museu que acolha o espólio e a investidura de mais de 40 novos membros (cavaleiros e damas).

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