Sindicato denuncia AEC obrigatórias

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É num quadro “bastante negativo” que o ano letivo se iniciou. Esta é a certeza do Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) que ontem, em conferência de imprensa, deu a conhecer “os problemas com que as escolas e os agrupamentos de escola se confrontam”.

Entre as várias questões apresentadas, destaque para a EB1 de Castelo Viegas, em Coimbra. Aqui, de acordo com os dirigentes do sindicato, “os encarregados de educação da EB1 de Castelo Viegas chegaram a ser amea-çados com o encerramento da escola dos seus filhos, caso não os inscrevessem nas Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC)”. O problema, explicaram, residiu no facto de “apenas três das 24 crianças terem sido inscritas nas AEC”.

A precariedade docente, o encerramento de escolas do 1.º ciclo também foram abordados. E, neste último, o destaque foi para a EB1 de Pelichos, em Arazede, onde as crianças “nem têm direito a transporte e são obrigadas a fazer sete quilómetros diários a pé”. Os mega-agrupamentos, a manutenção do regime de horário de trabalho dos docentes e o aumento do número de alunos por turma, outros dos aspetos alvo de crítica. Aliás, as situações dos agrupamentos de Penacova, “imposição de 28 alunos por turma”, e uma turma na EB2,3 de Cantanhede “com 20 alunos, dos quais sete têm necessidades educativas especiais”, foram destacadas por Anabela Sotaia, da direção do SPRC.

“A estabilidade das escolas” anunciada pelo Ministério da Educação “acaba por viver à custa de uma maior instabilidade e precariedade dos professores”, disse ainda Anabela Sotaia, numa conferência de imprensa que contou com a presença dos representantes do sindicato nos seis distritos da região Centro.

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