Pais protestam em Castelo Viegas

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Mais de uma dezena de pais concentraram-se, esta manhã, na Escola do 1.º Ciclo de Castelo Viegas, como alerta para a falta de um auxiliar de ação educativa, no início do ano letivo. O protesto contou com a solidariedade do Sindicato dos Professores da Região Centro e da junta de freguesia cujo presidente, Carlos Ferreira, fez questão de marcar presença.

Em causa, a ausência de resposta à Associação de Pais e Encarregados de Educação, por parte da Direção Regional de Educação do Centro, do Agrupamento de Escolas EB 2,3 de Ceira e da Câmara Municipal de Coimbra. A todas estas entidades foi comunicada, já a 9 de Setembro, a situação vivida naquela escola: 24 alunos, com dois professores e… zero auxiliares. Para os pais, é a segurança dos filhos que está em risco, para além dos problemas de higiene e vigilância geral, na escola.

A escola de Castelo Viegas, recorde-se, foi requalificada há menos de um ano e absorve, para o novo ano letivo, os alunos da vizinha escola dos Pereiros, que fechou. Curiosamente, ambas funcionaram, no ano letivo transato, com a sua tarefeira – através de programas ocupacionais. Agora, porém, ambas estão no desemprego.

Presentes junto à escola, duas dirigentes do SPRC denunciaram “mais uma situação de economicismo puro”, suportada, de resto, numa portaria, publicada em 2008, que apenas obriga a contratação de auxiliares em escolas com mais de 48 alunos. “As regras são para cortar nas despesas, por causa do PEC, e é o que fazem”, acusa Margarida Fonseca.

Durante a manhã, nem a direção do Agrupamento de Escolas de Ceira, por se encontrar em reunião, nem a DREC – ambas contactadas pela Lusa –  responderam a pedidos de esclarecimento sobre a matéria.

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