Os castelos e muralhas do Mondego

A região, nomeadamente o arco territorial com influência de Coimbra, vai dar um importante e distintivo passo para a sua afirmação estratégica, neste caso, centrada no seu património medieval.

Com a aprovação da candidatura às redes urbanas para a competitividade e inovação, os castelos e muralhas medievais da antiga linha defensiva do Mondego ganharão nova vida e permitirão a criação de um produto cultural, turístico e económico que envolverá os territórios de Coimbra, Figueira da Foz, Pombal, Lousã, Miranda do Corvo, Penela, Soure e Montemor-o-Velho, tendo ainda como parceiros a Direcção Regional da Cultura do Centro, a Entidade Regional de Turismo do Centro, o Instituto Pedro Nunes, a Universidade de Coimbra e a ACIC.

Trata-se de uma importante rede de parceiros que terá a responsabilidade de valorizar todos estes concelhos da Região Centro, o seu património e a sua história.

A ambição passa por criar uma marca internacional com um projecto de divulgação devidamente estruturado, com animação de qualidade e em rede, valorizando a economia e a criatividade.

Consegue-se assim aliar visão estratégica a uma rede de parceiros locais e regionais, fomentando o empreendedorismo e as dinâmicas de base local, dando novo vigor aos centros urbanos, através de um conjunto de projectos em cada uma das cidades e vilas.

A casa da Noz em Penela, a do Design em Miranda do Corvo, a Torre de Anto dedicada à guitarra e ao fado, em Coimbra, a valorização do espaço envolvente dos castelos de Montemor, Soure, Lousã e Pombal, a reabilitação da fortaleza de Buarcos são algumas das obras materiais que irão dar suporte a esta rede que volta a recordar a importância deste território na construção de Portugal.

São cerca de seis milhões de euros de fundos comunitários que, graças ao esforço de todos os parceiros e à sua capacidade de criar e valorizar um património ancestral, irão ser aplicados nestes oito concelhos da região Centro.

O conhecimento, a investigação e a produção de conteúdos serão objectivos a atingir, contribuindo para este desígnio, a mais-valia de termos uma universidade como a de Coimbra, uma incubadora de referência internacional como o IPN, e entidades regionais do Turismo e da Cultura que, desde cedo, perceberam a oportunidade e a pertinência da ideia.

As tecnologias mais avançadas, como sejam a instalação de miradouros virtuais em cada um dos castelos e muralhas, também estarão presentes, apelando à memória e ao misticismo destes belíssimos espaços que, desta forma, renovam o seu papel no desenvolvimento destes concelhos da região de Coimbra e do Mondego.

O desafio é grande para cada um dos parceiros. Todos eles deram um excelente exemplo de capacidade de arriscar e fazer diferente, partindo de um património, de uma ideia estratégica, fazendo parcerias, criando conhecimento, ganhando escala e massa crítica.

Que este exemplo seja indiciador de um outro tempo e outra forma de fazer na nossa região.

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