O Inverno (ainda) é no CAE

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O próximo trimestre no Centro de Artes e Espectáculos (CAE) da Figueira da Foz é para todos os gostos e públicos. Wim Mertens é um dos artistas a subir ao palco, apresentando o seu mais recente álbum “Zee Versus Zed”. Mas outros espectáculos vão animar a vida cultural figueirense. É o caso de Tim, do tenor Luís Pinto e da Orquestra das Beiras. Teresa Guilherme traz teatro, enquanto que a dança chega com o carimbo do ballet clássico “Bela Adormecida”. E espectáculos como “Noddy” ou “Lazy Town” vão animar as tardes da pequenada.

A solidariedade está também patente, com duas galas. Uma promovida pela Junta de S. Julião e outra a cargo da Vórtice.Dance, esta última a reverter para a Associação Protectora dos Animais da Figueira. Dezembro é ainda marcado por actuações de colectividades e escolas locais. A chegada da época baixa não preocupa Rafael Carriço. A programação, segundo o director artístico, está “muito boa” e a parte financeira não é um impeditivo de visita. O CAE tem 100 bilhetes a cinco euros para todos os espectáculos.

Um espaço criativo

Rafael Carriço quer mais do que colocar a Figueira nos roteiros de digressão dos artistas. “O que pretendo é que o CAE seja um espaço criativo e não apenas um espaço de apresentação de espectáculos”, disse ao DIÁRIO AS BEIRAS. A estratégia está delineada e o objectivo definido: dotar o CAE de uma situação financeira estável para que se possa “pensar mais alto”. E o trabalho nesse sentido já começou a dar frutos (ver caixa). O programador quer que a poupança seja igual ou superior no próximo semestre.

Porém, há mais degraus para subir. “A Figueira tem todas as potencialidades para ser uma cidade cultural”, afirma. Para isso, explica, é preciso colocar o espaço ao alcance de todos. Dar-lhe vida. E isso é algo que, segundo Rafael Carriço, não falta ao equipamento. “O CAE é o teatro da região. É cultura, negócio, educação e produção artística. Que outro teatro oferece isto tudo?”. Para esse facto, em muito tem contribuído a Escola de Artes, dinamizada pela companhia de dança residente, Vórtice.Dance.

Uma escola de excelência

Quanto às próximas valências desta escola, a música pode ser a aposta. Contudo, o director artístico acautela: “nós não queremos só dizer que temos, queremos uma escola de excelência”. É preciso tempo. O mesmo acontece com o teatro. “Não vamos estar a meter a carroça à frente dos bois”, diz a respeito do grupo cénico “Círculo de Fogo”, falado como possível embrião de uma companhia de teatro residente. “Vamos solidificar o que temos e só depois podemos dar outros passos”, esclarece.

Como aqueles que já estão a ser dados, a caminho do Verão. Os “summer cursos”, que tiveram este ano a primeira experiência, irão regressar, proporcionando aos jovens do país e da Europa, cursos intensivos de artes. À música deverá juntar-se a dança, já no próximo ano. Depois, “passo a passo”, como frisa Rafael Carriço, o teatro e o cinema.

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