Noite branca de comércio na Baixa de Coimbra

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Foto Carlos Jorge Monteiro

Se não chover, vai ser a maior festa nocturna do povo nas ruas de Coimbra. Até a própria Agência para a Promoção da Baixa (APBC) está surpreendida com a adesão dos comerciantes eda cidade a esta iniciativa que vai para a rua a 17 de Setembro, sexta-feira.

As lojas de roupa e sapatarias vão aproveitar a ocasião para mostrar as colecções Outono/Inverno, os bazares de brinquedos prometem revelar as últimas novidades e as pastelarias e cafés anunciam uma oferta especial: muitos vão instalar esplanadas por uma só noite, enquanto os restaurantes oferecem uma ementa com receitas de bacalhau, ingrediente escolhido para dar sabor à festa. Para isso, regista-se a colaboração da empresa Lugrade (que disponibiliza o produto a bom preço), da Confraria do Bacalhau e do Museu Marítimo de Ílhavo.

Aliás, no Largo do Poço será projectado, em ecrã gigante, um filme documentário sobre a faina do bacalhau. É também neste espaço que o Conservatório de Música de Coimbra vai instalar um piano de cauda, por onde vão passar diversos instrumentistas, tal como acontecerá em diversos outros pontos da cidade, entre as 20H00 e a meia-noite. “O insólito vai acontecer”, deixou ontem escapar, na apresentação da iniciativa, o director do conservatório, Manuel Rocha. Muitos músicos eventuais poderão também actuar por todo este perímetro, desde que se inscrevam junto da organização.

Também os monumentos e museus deverão franquear a entrada ao público neste período do dia. A maior parte do comércio estará aberto até à meia-noite entre as Ruas da Sofia, Ferreira Borges e Visconde da Luz, mas também na das Padeiras, da Louça, Corvo e Moeda. Ao todo são 209 estabelecimentos comerciais, 65 dos quais são restaurantes e cafés. O presidente da APBC, Armindo Gaspar, constata que “os números ultrapassam de longe a edição da noite branca do passado dia 25 de Julho, quando só aderiram cerca de centena e meia de estabelecimentos”.

O vice-presidente da câmara, Barbosa de Melo, também reconheceu que “a última edição elevou muito a fasquia, mas é possível fazer mais e melhor”.

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