Ministro foi a Miranda do Corvo legalizar crianças da Guiné

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“Não pode haver crianças em situação irregular no nosso país”, disse ontem o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, depois de entregar 15 títulos de residência a outras tantas crianças da Guiné-Bissau, albergadas na Casa do Gaiato de Miranda do Corvo.

Para provar que esta sua determinação tem resultados práticos, o governante acrescentou que o projecto implementado pelo seu ministério – “SEF vai à escola” – já permitiu regularizar, desde Dezembro do ano passado, 600 crianças e uma centena de familiares.

De acordo com a lei, cada pai estrangeiro e ilegal que tenha uma criança fica automaticamente com o direito de permanecer legalmente em Portugal, bastando tratar dos documentos.

Não foi o caso de ontem, onde as crianças é que foram protagonistas, representadas por um pequeno de dez anos, Belisário Canbanco, que subiu ao palanque para agradecer por todos os outros o cartão que lhes confere cidadania plena.

O director da Casa do Gaiato no concelho, padre Manuel Mendes, considerou que a cerimónia representou “o passo mais importante para que estes rapazes sejam protegidos no seu crescimento”, integrados numa “família” que já teve mais de um milhar de filhos desde 1940, data em que o padre Américo lançou a instituição, precisamente nesta terra.

 

A presidente da câmara, Fátima Ramos, sublinhou a “vocação solidária do concelho que dirige, onde existem , para além da Casa do Gaiato, outras duas residências para crianças institucionalizadas (Cáritas e ADFP). Referindo-se à entrega dos títulos de residência, considerou que “é com estes gestos que se vai construíndo uma sociedade mais democrática e uma república mais justa, eliminando as assimetrias”.Rui Pereira concluiu que esta iniciativa pretende “regular a imigração ilegal e apostar fortemente na integração”, assim como “combater fenómenos criminais gravíssimos como o auxílio à imigração ilegal e o tráfico de pessoas”.

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