Metro Mondego refém do Orçamento do Estado

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Foto de Luís Carregã

Com a capacidade de en­di­vi­damento completamente esgotada, a REFER está impossibilitada de adjudicar os concursos públicos previstos no âmbito do Sistema de Mobilidade do Mondego. Quem o diz é o presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Carlos Encarnação, que fez as contas e não percebe de que forma o Governo vai financiar o resto do projeto: “Neste momento temos um problema grosso, difícil de resolver”, desabafou.

As suas dúvidas avolumaram-se depois de ter recebido um ofício do Gabinete da Secretaria de Estado dos Transportes, que mostrou aos jornalistas, anunciando que não estaria presente na assembleia geral da sociedade Metro Mondego marcada para ontem à tarde.

Com a não comparência do Estado, que é o principal acionista, o encontro foi adiado pela segunda vez consecutiva em apenas três meses. De acordo com a nota enviada, foi invocada a falta de condições para tomar posição sobre o projeto do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM), uma vez que ainda não foi elaborado o Orçamento do Estado para 2011.

Perante esta resposta, a presidente do município de Miranda do Corvo, Fátima Ramos, considerou “uma irresponsabilidade” a ausência do Estado.

Entretanto, de forma surpreendente, a assessoria de imprensa do ministro de Estado e das Finanças disse à Lusa que “o Estado solicitou o adiamento da assembleia da Metro Mondego, dado que a disponibilização dos elementos aos acionistas não cumpriu a antecedência legalmente estipulada”.

Em resposta, o presidente da sociedade Metro Mondego, Maia Seco, considerou esta questão uma “pequena falha formal”, e mostrou-se “bastante desiludido” com o facto de não ter sido possível saber quais são os parâmetros à adaptação do projeto às contingências das restrições orçamentais.

Para a autarca de Miranda do Corvo, “o Estado não tem o direito de não reunir, não informar e faltar de forma sucessiva às assembleias gerais, escusando-se a dar uma explicação” sobre a reprogramação do projeto.

“Tínhamos um sistema que funcionava e que, em pleno cenário de crise, o Estado interrompeu com a promessa que colocaria um sistema mais moderno dentro de dois anos, colocando, entretanto, as pessoas a andar de autocarro em estradas sinuosas, a sua maioria até municipais”, lamentou Fátima Ramos.

Por outro lado, revelando o seu desalento, Carlos Encarnação confessou que “não vale a pena fazermos nada. Eu dirigirei uma carta ao Estado dizendo que quando o senhor Estado estiver em condições de fazer a reunião diga que nós convocamos”, referiu ainda o presidente da assembleia geral da Metro Mondego.

Na sua qualidade de autarca de Coimbra, acrescentou que houve um “erro cometido em 2005, que se repercutiu negativamente em todo o projeto” quando foi anulado o concurso público internacional lançado pelo governo de Santana Lopes.

One Comment

  1. celso pereira says:

    porque será que o presidente da câmara da lousa não comenta ?
    Será por ter sido enganado pelos seus,será porque tem vergonha dos seus conterrâneos, ou será que não tem vergonha nenhuma e é um politicozito de meia tigela
    que não faz nada pelo concelho ,nunca se vê ele a lutar por nada a Fátima de Miranda luta, o Jaime Soares de Poiares luta , o meu presidente desculpe o presidente da Lousã que se chama acho fernando qualquer coisa não dá a cara não luta não faz nada pago eu imposto para o município para isto.

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