Memórias da Guerra Colonial

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O núcleo de Castelo Branco da Liga dos Combatentes promove uma conferência sobre a “Guerra Colonial Portuguesa” pelo coronel Pires Nunes.

“Recordando o início da guerra do Ultramar, 50 anos depois” foi o tema escolhido pelo coronel Pires Nunes para uma reflexão que juntou cerca de meia centena de pessoas.

O militar na reserva recordou que a Guerra do Ultramar se iniciou em Angola no dia 15 de março de 1961 com um massacre generalizado no Norte. Pires Nunes lembrou aos presentes nesta conferência que o título que contém a expressão “Guerra do Ultramar” e não “Guerra Colonial”, está muito “do agrado de certos analistas que invocam sempre motivos ideológicos ou pretensamente ideológicos, que nenhum combatente deve aceitar”.

“Chega a ser patético ouvir certos comentadores falar com toda a desenvoltura da ‘Guerra Colonial Portuguesa’ e, no mesmo discurso, aduzir comparações com a guerra da Indochina, da Argélia, a guerra da independência da Índia, do Quénia ou dos Estado Unidos, não dando conta que só a guerra então no Ultramar Português era uma guerra colonial”, explica.

Para o coronel, a designação “Guerra Colonial” tem a ver com “Colonialismo” e pertence à gramática marxista-leninista que “só tardiamente se começou a ouvir.

Esta conferência decorreu no âmbito das actividades culturais – 2º semestre de 2010 que o Núcleo de Castelo Branco da Liga dos Combatentes, tenciona levar a efeito nos meses de setembro, outubro, novembro e dezembro.

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