Mega arroz da Benfeita chegou ao Guinness

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O nome da aldeia do xisto da Benfeita entrou para o livro dos recordes do mundo por ter servido no domingo 449,81 quilos de arroz doce, confecionado num tacho gigante, com 1,10 metros de diâmetro por um metro de altura e 40 centímetros de pé, e mexido com colheres de pau com dois metros de altura, a todos os munícipes e visitantes que se deslocaram à aldeia do concelho de Arganil.

No total, foram cerca de 1.200 pessoas que provaram esta iguaria que começou a ser servida gratuitamente, pelas 17H00, na principal rua da aldeia, e que foi feita ao longo de quatro horas com a colaboração da população da Benfeita. Tratou-se de um mega arroz doce, sendo que para a sua confeção foram utilizadas grandes quantidades de ingredientes, nomeadamente 45 quilos de arroz, 50 quilos de açúcar, 50 litros de água e cerca de 270 litros de leite, além da casca de limão e canela.

A par da iniciativa decorreu uma feira de artesanato, no Lugar do Areal, que contou com a participação de 12 artesãos da freguesia, que aproveitaram a ocasião para dar a conhecer os seus produtos tradicionais, nomeadamente as colheres de pau, as casas de xisto e a serradura, bebida típica das Luadas.

Batido recorde do mundo

O objetivo foi bater o recorde do mundo, destronando a vila grega de Serres, uma localidade do norte da Grécia, que desde 6 de Junho detinha o título com uma quantidade de 303,74 quilos de arroz doce. Segundo a organização, na confeção da sobremesa tradicional da Benfeita estiveram envolvidas cerca de 12 pessoas, “umas a mexer o arroz, outras a fazer as medidas e a colocar os ingredientes”. As colheres de pau também foram feitas e oferecidas por um artesão da Benfeita.

Nuno Gonçalves garantiu que “as pessoas da terra dizem que o arroz doce da Benfeita é o melhor do mundo”, uma vez que “é mexido com dedicação e amor”. Segundo o também responsável pelo Quiosque da Benfeita, que durante o verão dinamiza diversas atividades nesta aldeia do xisto, os habitantes ofereceram-se também para “fazer a decoração das travessas do arroz doce com canela”, servindo-o em seguida nas mesas colocadas ao longo da principal rua.

Coube à organização comprar os ingredientes, não tendo havido apoios para isso. Contudo, “para o ano parece que há patrocinadores interessados”, anunciou Nuno Gonçalves, agradecendo a todos os que contribuíram para que o arroz doce fosse “um sucesso”.

Satisfeito por irem até à Benfeita “pessoas de todo o lado”, o presidente da Junta de Benfeita afirmou que a junta “sai a ganhar muito” com a iniciativa, uma vez que “passa a ser visitada e dá a oportunidade de discutir os problemas da Benfeita, para melhorar as estruturas de modo a que a freguesia passe a ser um ponto de referência na actividade turística do concelho”, explicou. Contando que a junta apoiou a confeção do mega arroz doce, embora “de uma forma mais discreta”, Alfredo Martins afirmou que o objectivo é “renovar esta ação todos os anos para que seja um evento anual da Benfeita”.

2 Comments

  1. Pedro Carvalho says:

    Peço imensa desculpa, mas por muito que queiram promover a localidade, não posso deixar de comentar esta mentira. Que foram feitos 449 kilos de algo, tudo bem, mas não lhe podemos chamar de arroz doce.
    Fui ontem visitar a localidade, onde nunca tinha ido, com o propósito de experimentar o arroz doce e assistir ao evento. Assim que cheguei, deparei com um casal local que só me soube aconselhar a voltar para trás porque, passo a citar: "Aquilo é tudo menos arroz doce, parece água com qualquer coisa…".
    Como grande amante da sobremesa que sou, ignorei o conselho, e durante o percurso até ao largo da festa até o GNR que regulava o trânsito me avisou para não criar expectativas porque "correu muito mal, deviam ter usado um tacho mais largo e não tão alto, até ficou muito queimado…".

  2. Pedro Carvalho says:

    Não desisti, e continuei em frente. Quase a atingir o destino, já ia preocupado: a quantidade enorme de moscas e mosquitos, provavelmente devido à ria/riacho/rio que ali passava, não transmitia muita confiança quanto à higiene do evento, algo que se veio a confirmar.
    Num ambiente de festa, os locais distribuídos pelas mesas pouco ou nada comiam do dito arroz doce, mas à sua volta eram várias as travessas cheias, dispostas pelas mesas montadas para o efeito, no chão, e até pelos degraus das escadas que os rodeavam. Em cada travessa exposta ao ar livre passeavam várias moscas, deliciando-se numa piscina de algo que se assemelhava a arroz doce queimado mergulhado em leite. Escusado será dizer que nem o provei…
    Conclusão, fui de Coimbra de propósito para ver este fiasco, e no mínimo faz-me confusão ler esta notícia tão enganadora, certamente escrita por quem não se deslocou a Benfeita na tarde de ontem.

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