Internacionalização das empresas segundo o CEC

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O Conselho Empresarial do Centro (CEC) tem diversos programas de apoio à internacionalização das empresas da região. No entanto, defende o presidente da estrutura: “não nos podemos substituir às empresas. Estas é que têm de procurar verbas no QREN”. Por exemplo, fundos de capital de risco.

“Aquilo que nós fazemos é realizar acções de promoção e sensibilização, por forma a que os empresários e as empresas possam incluir a internacionalização nos seus planos estratégicos”, aduz José Couto. Já não é pouco, mas o CEC tem outras alternativas que perspectivam apoiar a globalização do tecido empresarial regional.

Através de um gabinete especializado, que por sua vez se encontra ligado à Entreprise Europe Network, o CEC abre caminhos para o exterior. Esta rede tem cerca de 500 postos de atendimento em mais de 40 países europeus. Foi criada para facilitar contactos e parecerias entre empresas que queiram apostar na inovação e competir no espaço europeu. “O CEC tem a virtude de poder mediar este processo”, sublinha o presidente.

Existem outros programas de carácter transnacional aos quais as empresas do Centro podem aceder, sobretudo para o espaço europeu, latino-americano e africano. Um desses programas da União Europeia tem validade no espaço ibérico e elimina fronteiras à cooperação nos sectores dos transportes, logística, distribuição, agro-industrial e alimentar. A parceria conta, também, com os centros de conhecimento da área científica e tecnológica dos dois países.

Formação abre horizontes

O know how, por sua vez, é um programa suportado por fundos comunitários com especificidades regionais. Tem por finalidade promover as regiões do Centro e do Norte de Portugal como plataformas de inovação e conhecimento, tendo em vista captar investimentos e a internacionalização da sua economia.

José Couto afiança que as acções de formação ministradas pelo CEC aos empresários vieram estimular a apetência por novos mercados. Por outro lado, a necessidade aguçou o engenho: a crise obrigou a partir à conquista do mundo. “Motivadas pelas nossas acções de formação, muitas empresas começaram a desenvolver novos planos estratégicos que passaram a inclui a sua internacionalização”, precisa o patrão dos patrões do Centro.

Europa/África/ Brasil

Seguindo a estratégia nacional, as empresas da região têm predilecção pelo triângulo Europa/Brasil/África. E o CEC está atento a esse roteiro: através das associações que lhe estão afectas, promove missões empresariais naquelas zonas do globo. “Basicamente, o que nos preocupa é encontrar instrumentos que promovam a internacionalização, disponibilizando-os às empresas”, realça José Couto. A Câmara de Comércio e Indústria do CEC é um importante veículo para ajudar as empresas do Centro a chegarem ao estrangeiro. Aquele responsável adianta o que está a ser feito: “estamos a organizar os serviços para promover os territórios empresariais da região e estabelecer contactos com empresas europeias e com as câmaras comerciais e associações empresariais ligadas aos descendentes dos emigrantes portugueses”. O CEC congrega 41 associações e um total de 22 mil empresas.

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