Físico de Coimbra descobre nova explicação da interacção entre quarks e gluões

Uma equipa de cientistas liderada por um físico da universidade de Coimbra descobriu que a interacção entre quarks e gluões não gera novas partículas subatómicas, como se pensava, mas um mero efeito dispersivo.

A descoberta foi possível a partir da introdução de um método pioneiro de análise de dados, que vem “contrariar testes científicas sobre as interações fortes entre estas misteriosas partículas subatómicas constituintes de toda a matéria”, refere nota divulgada pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

A investigação agora anunciada vem “comprometer alguns conceitos da atual Teoria das Interacções Fortes entre quarks”.

“Embora toda a matéria seja constituída por quarks, ainda pouco se sabe sobre as interações entre estas partículas enigmáticas” e “o novo fenómeno, agora identificado, permite especialmente conhecer melhor os gluões – uma substância cujas propriedades ainda são um verdadeiro quebra-cabeças para os cientistas”, afirma o coordenador da investigação, Eef Beveren.

Até agora, pensava-se que a interação entre quarks e gluões “gerava novas partículas (mesões)”, disse o investigador, sublinhando que a explicação que encontraram “é uma reviravolta nos conhecimentos nesta área”, em que “há centenas e centenas de artigos tentando demonstrar estes fenómenos, mas sem grandes avanços”.

O novo fenómeno na interação entre quarks e gluões (substância enigmática que une um quark e um anti-quark para formar o mesão) foi identificado por uma equipa de físicos que envolveu também George Rupp, do Instituto Superior Técnico em Lisboa (IST), e Jorge Segovia, da Universidade de Salamanca.

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